Os caminhos de Ifá
Ifá é o sistema através do qual se
processa a consulta oracular, popularmente tratada por adivinhação. O oráculo
baseia-se nos dezesseis principais Odù (caminhos), através dos quais Orunmila
relata histórias e lendas cujos personagens normalmente enfrentam situações
similares aquelas expostas pelo consulente. Mas a escolha da história a ser
narrada compete à Divindade. Os dezesseis Odù relacionam-se com si próprios (16
x 16), perfazendo um total de 256 caminhos ou diferentes possibilidades de
destino, tratados por Esè.
No momento da consulta, Orunmila
envia o Odù que será suficiente para orientar as dúvidas do consulente e
esclarece de que forma tal caminho (positivo ou negativo) está influenciando a
vida da pessoa. O Sacerdote interpreta a fala da Divindade, estabelece os
pontos principais que devam ser modificados para restabelecer a tranqüilidade
ou o bem estar físico, financeiro, sentimental etc. A partir daí resta definir
quais oferendas votivas (Ebó) devem ser realizadas para possibilitar a
consecução do vatícinio, bem como aconselhar a respeito de atitudes ou
comportamentos que facilitem o resultado pretendido. Assim, por exemplo, quando
um indivíduo queixa-se de não conseguir emprego, mas insiste em continuar numa
área onde o mercado de trabalho está completamente saturado, Orunmila pode
esclarecer as suas dificuldades, recomendar os Ebó necessários e aconselhá-lo a
tentar outra profissão para a qual tenha aptidão, ou simplesmente deslocar-se
para outra região onde seja mais simples conseguir ocupação. Em outras
palavras, o Céu sempre ajuda, mas a pessoa deve também fazer a sua parte.
Os Odù de Ifá são completos e
absolutos; cada um deles possui um lado claro e outro escuro, ou seja, um lado
positivo e outro negativo, o Ing e o Iang, o masculino e o feminino e assim por
diante, a feição de tudo o mais no Universo.
Não existe Odú melhor que outro;
depedendendo das circunstâncias, o melhor deles transforma-se no pior, e vice-versa.
A
participação fundamental do Òrìsà Esù – Orixá Exú.
A interpretação das falas do Oráculo é
feita pelo Sacerdote preparado para essa finalidade e ocorre através do auxílio
poderoso do Òrìsà Esù, - Orixá exu - o
grande mensageiro e intermediário entre os seres humanos e as Potências
Divinas. Esù – Exú - é quem movimenta as peças do jogo (búzios) para
formar as configurações que serão interpretadas pelo Sacerdote. Sem a
participação dessa Divindade, as respostas seriam totalmente ininteligíveis
para os seres humanos.
É ele que acompanha atentamente as
atitudes e palavras tanto do sacerdote quanto do consulente, principalmente
quanto à sinceridade de cada um no momento da consulta.
Da mesma forma é quem fiscaliza
todo os procedimentos rituais, desde a consulta oracular até a elaboração das
oferendas votivas determinadas.
Após isso, ainda é Òrìsà Esù –
Orixá Exú - que transporta as oferendas para o mundo espiritual (Òrún) e, se
forem aceitas, traz de volta a resposta Divina, na forma da benção solicitada.
Torna-se então essa Divindade o
grande aliado do Homem na realização do próprio destino.
Os
Dezesseis Odùs de Ifà.
01 Èjì Méjì / Ogbè Méjì
02 Òyèkú Méjì
03 Ìwòrì Méjì
04 Òdí Méjì
05 Ìrosùn Méjì
06 Òwónrín Méjì
07 Òbàrà Méjì
08 Òkànràn Méjì
09 Ògúndá Méjì
10 Òsá Méjì
11 Ìká Méjì
12 Òtúrúpòn Méjì
13 Òtúrá Méjì
14 Ìretè Méjì
15 Òsé Méjì
16 Òfún Méjì
Os 16 Odús.
... Devo lembrar-te de que, se hoje és detentor
do poder sobre os 16 Odú Meji, deves a mim este privilégio, ou por acaso te
esquecestes da forma como adquiriste este poder? perguntou Exú.
Mais calmo, aceitando a meia cabaça com
água que lhe estendia seu interlocutor. Orumilá acomodou-se sobre uma esteira
estendida no chão e se pôs a lembrar daquilo que Exú estava agora se referindo.
Desde muito jovem, Orumilá ansiava pelo
saber, e foi informado de que, para obtê-lo, deveria conquistar os favores de
uma musa chamada Sabedoria, que se encontrava encarcerada em algum lugar na
imensidão do Orún.
Partiu sozinho, numa aventura cujas
conseqüências não podia ser avaliada. De concreto, sabia apenas que muitos
outros já haviam partido com a mesma intenção e que jamais haviam retornado.
Depois de já haver caminhado muitos dias
encontrou um mendigo que, estendendo-lhe a mão, pediu um pouco de comida.
Metendo a mão em seu embornal, dele
retirou um pouco de farinha de inhame, e de uma pequena cabaça que levava na
cintura, um pouco de dendê, misturando tudo e dividindo com o mendigo, comendo,
ele mesmo, uma pequena parte do alimento.
Depois de alimentar-se, o mendigo, sem
revelar seu nome, ofereceu ao jovem, em sinal de agradecimento, um bastão de
marfim entalhado, dizendo - Bem sei o motivo pelo qual penetraste nesta
floresta, daqui em diante segue somente tua intuição, deixa-te guiar pela
vontade vencer e, em breve, irás deparar-te com uma enorme construção de pedra
na qual entrarás com muita facilidade. Os perigos com os quais irás te
defrontar estão em seu interior, portanto preste a atenção no que agora vou te
dizer.
Com este bastão de marfim, denominado
Irofá, deverás bater em cada uma das portas dos 16 quartos que irás
encontrar, pois só assim elas se abrirão. Do interior de cada porta ouviras uma
voz que te perguntará: "Quem bate?" e tu te identificaras dizendo que
és Ifá, O Senhor do Irofá. A voz perguntará então o que estás procurando, e tu
dirás, estando diante da porta do
primeiro quarto, que desejas conhecer a vida e que queres conquistá-la
em nome de Ejogbe. A porta então se abrirá e conhecerás os mistérios da vida
que pertencem a Ejiogbe o primeiro dos 16 Odús de Ifá.
Na segunda porta, depois de haveres te
identificado como da forma anterior, dirás que desejas conhecer Iku, a Morte, e
que desejas dominá-lo. A porta se abrirá e conhecerás a morte, seus horrores e
mistérios, que pertencem a Oyeku Meji, o segundo Odú de Ifá. Se não
demonstrares medo em sua presença haverás de adquirir domínio absoluto sobre
ele.
Na terceira porta encontrarás um
guardião denominado Iwori Meji, que depois de reverenciado, te colocará diante
dos olhos os mistérios da vida espiritual e dos nove Orúns, onde habitam os Deuses,
os Demônios e todas as classes de espíritos que irás conhecer de forma íntima,
descobrindo seus gostos e maneira correta de apaziguá-los.
Na quarta porta, reclamarás por conhecer
o jugo da matéria sobre o espírito, e o guardião desta porta, Odi Meji, a quem
deverás mostrar respeito sem submissão, te ensinará tudo o que for concernete a
questão, é necessário que não te deixes encantar pelas maravilhas e pelos
prazeres que se descortinarão diante dos teus olhos, pois podem escravizar-te
para sempre, interrompendo a tua busca. Lembra-te ainda que a matéria que
sequer foi criada, dominará o universo.
Já na quinta porta, quando fores indagado,
dirás que procuras pelo domínio do homem pelos seus semelhantes, pelo uso da
força e da violência, da tortura, do derramamento de sangue. Aprende tudo que
Irosun Meji tem para te ensinar. Mas não utilizes as técnicas ali reveladas,
para não te tornares, tu mesmo, vítima delas. Aí tomarás conhecimento dos
planos de Olórun em relação à criação de um ser dotado de corpo material.
Na sexta porta um gigante do sexo
feminino, que saudarás pelo nome de Oworin Meji, e a quem solicitará
ensinamentos relativos ao equilíbrio que deve existir no Universo, e então
compreenderás o valor da vida e a necessidade da morte. O mistério que envolve
a existência das montanhas e das rochas. Ali serás tentado pela possibilidade
de obter muita riqueza, mulheres, filhos e bens inenarráveis. Resiste a essas
tentações ou verás tua vida ser reduzida a uns poucos dias de luxúria.
Diante da sétima porta, da qual o
habitante deste quarto chama-se Obará Meji, é velho e de aparência bonachona.
Poderá ensinar-te prodígios de cura e soluções para seus problemas mais
intricados. Dará a ti a possibilidade de realizar todos os anseios e os desejos
de realizações humanas. Toma cuidado, no
entanto, pois, o domínio destes conhecimentos pode conduzir-te à prática da
mentira, à falta de escrúpulos e à loucura total.
No oitavo aposento deverás solicitar
permissão a Okaran Meji para conheceres o poder da fala humana, que
infelizmente será sempre muito mais usada na prática do mal do que do bem. Este
guardião te falarás em muitas línguas e de sua boca só ouviras queixas e
lamentações. Aprende depressa e foge deste local, onde impera a falsidade e a
traição.
Diante da nona porta está o guardião
Ogundá Meji, para conheceres a corrupção e a decadência, que podem levar o ser
humano aos mais baixos níveis de existência. Naquele quarto, conhecerás todos
os vícios que assolarão a humanidade e que a escravizarão em correntes
inquebrantáveis. Verás o assassinato, a ganância, a traição, a violência, a
covardia e a miséria humana brincando de mãos dadas, com muitos infelizes que
se tornaram seus servidores.
No décimo aposento, deverás apresentar
reverências a uma poderosa feiticeira, cujo nome é Osá Meji. Ela vai ensinar-te
o poder que a mulher exerce sobre o homem e o porquê deste poder. Conhecerás
seres portentosos que funcionam na prática do mal. Todos os demônios
denominados Ajés se curvarão diante de ti e te oferecerão seus serviços
maléficos que, caso aceites, farão de ti o ser mais poderoso e odiado sobre a
face da Terra. Aprenderás a dominar o fogo e a utilizar o poder dos astros
sobre o que acontece no mundo, principalmente a influência da Lua sobre os
seres vivos. Cuida para que estes conhecimentos não te transforme num bruxo
maldito.
Na décima primeira porta seu guardião
Iká Meji, o gigante em forma de serpente, te fará estremecer. Saúda-o
respeitosamente e solicita dele permissão para descortinar o mistério que
envolve a reencarnação, o domínio sobre os espíritos Abiku, que nascerão para
morrer imediatamente. Aprende a dominar estes espíritos e, dessa forma, poderás
livrar muitas famílias do luto e da dor.
Na décima segunda porta seu guardião se
chama Oturukpon Meji, é do sexo feminino e possui forma arredondada, mais se
parecendo com uma grande bola de carne. Poderá revelar-te todos os segredos que
envolvem a criação da terra, além de ensinar-te como obter riquezas
impensáveis. Aprende com ele o segredo da gestação humana, e a maneira de como
evitar abortos e partos prematuros.
Na décima terceira porta bate com
cuidado e muito respeito. Neste aposento reside um gigante que costuma
comunicar-se com a Deusa da criação do mundo. Aprende agora como é possível
separar as coisas. Domina o mistério de dissociar os átomos, adquirindo assim,
pleno poder sobre a matéria. Aprende também a utilizar a força mágica que existirá
nos sons da fala humana, mas usa esta força terrível com muita sabedoria. Este
gigante chama-se Otura Meji.
Na décima quarta porta irás defrontar-se
com Irete Meji, que nada mais que Ilê, a Terra. Faz com que te revele os seus
mais íntimos segredos. Agrada-o, presta-lhe permanentemente reverência e
sacrifício. Contata, por seu intermédio, os Espíritos da Terra, e transforma-os
em teus aliados. Conhece os segredos de Sakpata, o Vodu da peste que mata e
cura da forma que melhor lhe aprouver. Aprende com ele o poder da cura, já que
matar é tão mais fácil.
Na décima quinta porta serás
recepcionado por Ose Meji, que irá falar-te de degeneração, decomposição,
putrefação, doenças e perdas. Aprende a sanar estes males e sai dali o mais
depressa possível, para não seres também vitimado por tanta negatividade que
foi gerada em uma relação incestuosa.
Finalmente, a décima sexta porta onde reside Ofun Meji, o mais velho e
terrível dos dezesseis gênios guardiões. Saúda-o com terror gritando...Hêpa
Baba! Só assim poderás aplacar sua ira. Contempla-o com respeito, mas não o
encares de frente. Observa que ele não é um gênio como os que conhecestes nas quinze
portas que precediam esta. Este é Ofun Meji, aquele gerou os demais, que nele
habitam e que dele se dissociam apenas de forma ilusória. Conhecê-lo é conhecer
todo o segredo do Universo. É isto que buscava Oh! Orumilá. Domina-o e resgata
para ti a bela donzela chamada Sabedoria.
O que é Odú?
Odú é um presságio de um momento do passado ou do
presente que poderá alterar ou não um futuro, ora, inexistente. O Odú traz em
seu conteúdo uma gama de informações sobre uma pessoa, local, situações
diversas ou política. Odús são 401 titulares e mais 1200 “omó-odú (sub-Odús)
Quem pode lidar com Odú?
Lida com Odú somente sacerdotes (Babáolorisás e
Yialorisás), Ologbôs, YialéMolés, Oluwôs, Baabalawôs, Ojés, Alagbás e Alapinis.
– Todos devem ter esses “graus” comprovados.
A Origem do Odú
O Odú é um termo africano do dialeto Yorubá e Fon que
determina o DNA espiritual de uma pessoa ou local e situação. Tem sua origem na
própria criação do mundo e muitos deles não tiveram sua origem na terra. Foi a
forma técnica que os sacerdotes das tribos africanas encontraram para
decodificarem os enigmas e os segredos do universo e do ambiente que os
cercava.
O Jogo-de-Búzios e os Odus correspondentes a eles
foram instituídos por Oduduwa, que investiu um sacerdote chamado Setilú, o qual
entronizou a divindade Orúnmilá ou Baba Elérin Ipin, que significa "O Céu
me fala" ou a “Fala do Céu”. Setilu então estabeleceu as regras da leitura
desse jogo que passou a se chamar Ifá, na realidade o verdadeiro nome de
Setilú. Setilú criou sacerdotes, especialistas na leitura desses jogos, a quem
chamamos de Babalawô, ou seja, "pai, senhor dos mistérios e segredos".
E somente os babalawôs fazem a leitura dos jogos. Oduduwa tendo o conhecimento
do jogo de perguntas e respostas (Urim e Purim) dos hebreus adaptou-o ao
sistema africano e codificou-o para entregar o segredo a Setilú, tanto no
sistema de "Opélé Ifá", como Ení Ifá e Fu-Fú. Estabeleceram-se
imediatamente os dois tipos de leituras que seriam passados às gerações futuras
com o nome de Ifá Igbá Ilá e Ifá Obé Keruáti.
Como se divide um Odú?
O Odú se divide em duas partes: Pupa (vermelho) e
Funfun (branco) – ou ainda em positivo ou negativo. Ambos, Pupa e Funfun se
alternam no posicionamento, invertendo suas posições. Isto significa que o Odú
que hoje está Pupa, amanhã ou na semana que vem poderá estar Funfun.
Como responde um Odú ?
O Odú responde através do Jogo-de-Búzios (16 búzios)
mediante suas caídas na peneira ou toalha de jogo. O Odú tanto usa os búzios
como as castanhas de Ifá (8 metades) conhecida por Opelé Ifá.
A Técnica e desmembramentos dos Odús
O conhecimento
do Odú é extremamente técnico e demanda conhecimentos profundos de cálculos,
dotações psíquicas, vivência e uma boa escola iniciática.
Como se
propicia um Odú?
Propicia-se um Odú fazendo-lhe oferendas diversas que
variam do conhecimento de cada sacerdote ou especialista. Nunca se despacha um
Odú – mesmo ele sendo negativo.
Dados e Origens técnicas do Odús.
Sendo o Odú uma espécie de inteligência natural
(terrena e extraterrena), e às vezes artificial, porém inteligência possui uma
gama de informações e poderes muitas vezes capazes de provocar fenômenos que
alteram relevos locais e conseqüentemente a vida de cada habitante deste mesmo
local. Em conseqüência os Odús pessoais são alterados e têm que ser tratados ou
propiciados. Desta forma passamos a descrever os meandros e os chamados
“Segredos dos Odus”.
Os Odús estão ligados à álgebra linear e espaços
vetoriais. Os Odús estão ligados à dimensões tais como R1 – Linha Reta, R2 –
Linha Plana, R3 – Dimensão de Volume, ou seja visão humana e R4 Quarta Dimensão
ou quarto espaço, ou seja, aquela que a visão humana não alcança, mas a
matemática confirma a sua existência, seguindo-se R5 até o infinito. Odú é
matemática exata.
Como os Odús transitam preferencialmente nas faixas do
ultravioleta e do infravermelho, os comprimentos dessas ondas de luz tornam
suas formas ou figuras perceptíveis à visão animal. O comprimento de ondas de
luz estabelece-se entre o visível, o ultravioleta e infravermelho.
A tese da existência evidente dos Odús prende-se aos
fatores do Percebível, do Visível e do Invisível, tornando a Teoria da
Interação Inter-Elementar, incontestável e possível. Daí que, se a física
quântica prevê que no Espaço inexiste o fator tempo, vez que o ontem e o amanhã
estão aqui no agora.
O Odú portanto, é formado por substâncias químicas como água, carbonatos, nitratos, sulfatos, compostos de carbono e amido. Aliás o amido é uma substância química constantemente usado nas oferendas (ebós), aos Odús nos candomblés brasileiros nas formas do milho branco (acaçá), e milho vermelho (axóxó), a água que está presente em quase todas as oferendas aos Odús, o potássio, na banana (Obé-jokô), o carbonato que é o cálcio no leite (mungunzá) e outros.
O Odú portanto, é formado por substâncias químicas como água, carbonatos, nitratos, sulfatos, compostos de carbono e amido. Aliás o amido é uma substância química constantemente usado nas oferendas (ebós), aos Odús nos candomblés brasileiros nas formas do milho branco (acaçá), e milho vermelho (axóxó), a água que está presente em quase todas as oferendas aos Odús, o potássio, na banana (Obé-jokô), o carbonato que é o cálcio no leite (mungunzá) e outros.
Assim, os elementos químicos geradores de substâncias
como nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, carbono, sódio, cálcio, ferro e zinco,
estão presentes na ritualística dos Odús e no dia-a-dia da prática das casas de
Orixás; portanto, longe de serem fantasias criadas por seus praticantes, o
ritual dos Odús é um conhecimento técnico de química e física quântica que
precede em muito a existência de Isaac Newton, portanto, válido!
Esta técnica do conhecimento do jogo de Odús propicia
o conhecimento e nos prova que existe a interligação entre os Odús (caminhos de
Odú) os quais promovem uma mutação gerando outros elementos, sub-odús e mesmo
Odús. Assim como no decaimento radioativo, o urânio decai para tório e com o
decaimento do césio liberam-se prótons, nêutrons, ou seja, Energia pura
concentrada, o caminho de Odú transita da mesma forma liberando Energia pura
concentrada.
E por assim ser, concentrada, as oferendas de Odús são
pequenas sem qualquer suntuosidade ou luxo, porém densas de energia, pois a
densidade é igual à massa sobre o volume, ou seja, a densidade é inversamente
proporcional ao volume. Quanto maior o volume, menor será a densidade e
vice-versa. Quanto a isto ouvimos de uma sacerdotisa Ijexá (na Nigéria) a
seguinte explicação: Odú jé Oluabi tabi Oluikú! – (Odú é O Senhor da Vida ou O
Senhor da Morte).
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