FORÇAS DA NATUREZA ESPIRITUAL
...Com o surgimento do Espírito humano,
depois de milhões de anos de evolução, todas essas forças “espirituais”,
benignas ou maléficas, permaneceram ao redor de todos os seres viventes, quando
não, encerradas em seus corpos, porém, ainda de maneira desequilibrada; daí os
dizeres de mau agouro, de intervenções doentias e descaminho na vida,
individual ou coletiva.
O consciente humano, frágil diante de
tantas energias ainda desconhecidas e em desequilíbrio, criou no inconsciente
um bloqueio, uma parede refletiva onde as dúvidas e incertezas passaram a
residir; e por essa razão, ainda hoje, muitos de nós, humanos, ainda não conseguimos
o pensamento pleno, a concentração, e por conseqüência a desistência de muitos
projetos ou a não realização dos sonhos, tendo por consequências o
subdesenvolvimento e o atraso espiritual e material de muitas populações.
Desta forma, não só para a
vida material, mas, principalmente para a vida espiritual é necessário que as
energias estejam alinhadas, em equilíbrio permanente e, é através de uma
manifestação de fé, independente de religião, que o ser humano consegue a
plenitude das realizações pessoais ou coletivas, pois a fé é a vontade suprema
do Ser.
As energias de natureza espiritual com que o
ser humano convive são demasiadamente enormes e por muitas vezes de difícil
controle, no entanto, existem ritos muito antigos que são formulados para, corretamente,
o equilíbrio seja alcançado.
No universo material da
crença e da fé, não somente os ritos formulados nas religiões, mas também
muitos lugares tornaram-se símbolos sagrados; caminhos são seguidos até os dias
de hoje em peregrinações, escadarias são galgadas de joelhos e promessas são
pagas por algum “milagre”. De grandes monumentos a pequenos altares, grutas e
até mesmo pedras santificadas tornaram-se ícones religiosos promotores da fé no
universo de neófitos. Independentemente a qual religião esteja o indivíduo
agregado, nela, existem elementos, de alguma forma, consagrados dentro de
rituais apropriados do qual o ser humano faz uso.
O retumbar de tambores, o
bater de palmas, hinos, louvores, cânticos, tilintar de gonzos e sinos
associados a gestos e orações formuladas, agem como indutores de energias
controladoras, energias espirituais adormecidas ou em desequilíbrio.
Podemos observar isso
ocorrer quando de rituais religiosos, alguns, até mesmo específicos nas
religiões com princípios ditos pagãos. Nos templos onde são feitos ritos de
consagração, a manifestação da energia/espírito ocorre; apresentam-se pelas
sensações humanas que estão sempre disponibilizadas a manifestar-se, bastando
somente uma oportunidade para que ocorra tal fenômeno.
Tais manifestações são a
sínteses da psique humana que, recebida como herança ao nascer, passa a
integrar corpo e mente dando ao indivíduo, características, arquétipos, índoles,
ou até mesmo, ao que podemos chamar de destino humano, independente ao meio em
que viva.
Porém, toda essa crença
religiosa é baseada em um principio, o principio do livre arbítrio; a escolha
deve ser respeitada e nunca imposta por conceitos formulados por um indivíduo
ou um grupo. A espiritualidade é sempre desenvolvida de acordo com a vontade do indivíduo; no entanto, é necessário que tal indivíduo reconheça a existência de
forças, energias sobre humanas a serem lapidadas, tratadas para alcançar o
equilíbrio.
Há milhares de anos o ser
humano criou fórmulas mágicas religiosas que funcionam como um catalisador,
para reunir todas as energias e filtrá-las e dar equilíbrio a cada uma delas. O
processo nas religiões ditas pagãs é efetuado por meio de sacerdotes, os quais,
através de rituais apropriados manipulam elementos consubstanciados a cada
energia produzindo um equilíbrio entre o negativo e o positivo. Muitas das
formulações “político-religiosas” são compostas de sacrifícios animais, porém,
estas pertencem a uma estrutura religiosa complexa e independente. Na maior
parte do tempo são utilizados elementos vegetais e minerais acompanhados de
rezas, versos e cânticos.
Isso tudo já ocorria no
antigo Egito, na Babilônia, na Grécia, com os romano, com os árabes e em muitas outras civilizações,
inclusive os apontados pelas “escrituras sagradas”, principalmente em muitos
dos versículos do antigo testamento.
De certa forma, o ser humano
consegue controlar as forças espirituais criadas por ele próprio desde quando
criou os deuses mitológicos, principio de todas as crenças.
A existência das energias espirituais, ou os
próprios espíritos, são energias que estão condicionadas a determinadas normas,
porém, recebem inúmeras denominações de conformidade a que religião esteja, ou
venha se manifestar, mas essa é outra história.
No universo espiritual ou
universo paralelo ao terreno, encontram-se os deuses, anjos, santos, entidades
iluminadas, entidades guias, e muitos outros, existindo ainda a crença em
gnomos, fadas, sereias e ondinas, muitos deles, representam em culturas
distintas os seres da vida pós-vida; estes seres são constituídos de energias,
podendo, no entanto, serem positivas ou negativas. Mas, incontestavelmente, as
energias do próprio Ser humano é que podem interferir para o bem ou para os
malefícios dele próprio ou de outrem.
As energias, quando
positivas, são energias benéficas, aquelas que fazem todos os indivíduos se
irmanarem, cada um passa a ser um elo de uma corrente, tornando-se desta forma
uma comunidade benfazeja com objetivos claros de crescimento e desenvolvimento humano,
espiritual e material. Quando negativas, as energias são energias que brigam
entre si, desencaminhadas, perdidas num labirinto, provocando os piores dos
resultados para o ser humano.
Todos os seres viventes são
possuidores de energias positivas e negativas e, para que vivamos em harmonia,
estas energias precisam estar em equilíbrio.
Quantos de nós já passamos
ou assistimos episódios como, o de ouvir falar de olho grande, seca pimenteira
e outros adjetivos, sempre estar relacionado a um nome, a uma pessoa, a um
objeto ou até mesmo a um espírito? Isso ocorre pela liberação de energias
negativas que, em muitos casos, sem mesmo que aquele que a possua tome
conhecimento. Algumas outras vicissitudes também são sintomas de energias negativas: a
inveja, o despeito, os preconceitos, as injurias, as raivas, os instintos
vingativos, os perjúrio, etc. Por vezes, estas energias estão alinhavadas na
vida de um indivíduo devido a uma companhia espiritual que precisa de
orientação, de caminhos e esclarecimentos, dizem-se deles os tais “encostos”;
os espíritos que assim procedem desconhecem seu estado, pois ainda não
perceberam que não mais pertencem ao universo dos seres vivos. Porém, existem
também os espíritos de boas energias, são os espíritos protetores, os
denominados anjos da guarda, guias, mestres, Orixás, etc.
Nas várias culturas
espalhadas pela Terra, existem muitas denominações para um e outro espírito, no
entanto, o conteúdo das energias são as mesmas reconhecidas nas várias
religiões, que podem ser benéficas ou maléficas, positivas ou negativas.
Algumas religiões, no
entanto, possuem características idênticas no tratamento e encaminhamento para
alcançar o equilíbrio das energias, tanto humanas quanto espirituais; a escolha
de um dos caminhos a ser seguido sempre deve ser com fé e esperança, pois, é
isso que move o ser humano na busca do crescimento e do seu desenvolvimento.
O ser humano ainda não está
de posse de um conhecimento para distinguir determinados fenômenos que ocorrem
com seu próprio corpo/espírito, porém, além de muitos argumentos, o que é
apresentado, são indivíduos com algumas diferenças proporcionadas por uma
diversidade de fatores. Diz-se de alguns indivíduos que são mais receptivos a
determinadas energias, são os médiuns, indivíduos, que preparados ou não, podem
manter um elo dinâmico com energias e espíritos desencarnados.
No entanto, uma das formas é
a de manifestação, na qual, a incorporação ocorre sem mesmo a existência de um
agente provocador, ou seja: algum ritual específico. Os espíritos desencarnados
sempre procuram uma ligação com tudo aquilo que deixaram para trás, ou seja:
suas ansiedades, seus desejos, seus erros, acertos e conceitos com os quais
conviviam, mas, principalmente suas “dívidas karmicas”, erros que, consequentemente
precisam corrigir para o sucessivo desenvolvimento.
Como órgão receptor, o corpo
humano de pessoas predispostas, os médiuns, passam a servir de sustentação para
uma energia “extracorpórea” e, quando dominados por esses espíritos, passam a
agir de conformidade a que cada um se apresenta com seus arquétipos. Tais
espíritos podem ser evoluídos ou não. Os espíritos evoluídos incorporam com
energias equilibradas, pois, conscientes de suas missões, estão preparados e doutrinados
para cumpri-las. No caso dos espíritos não evoluídos, aqueles possuidores de energias
desequilibradas, apresentam-se com rebeldia e estão como poderíamos dizer, a
deriva, perdidos, desencaminhados necessitando de doutrina.
O Ser humano ainda tem muito
à reconhecer de suas origens espirituais, para só então, com precisão, poder
definir sua caminhada ao mundo desconhecido da sobrevivência e evolução
espiritual.
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