sábado, 24 de maio de 2014

Da mitologia surgiu a crença e a fé



          DA MITOLOGIA SURGIU A CRENÇA E A FÉ.
Na antiguidade, os primórdios tempos o Ser humano não conseguia explicar os fenômenos que ocorriam na natureza, passou então a dar nomes e criar em um universo subjetivo à aqueles fenômenos, considerando-os como deuses. O trovão, a chuva, o relâmpago, os ventos e tudo mais inspiravam para a criação de um deus. O Céu tornou-se um deus pai todo poderoso, a Terra uma deusa mãe, e todos os demais seres viventes seus filhos. Criava assim, a partir do inconsciente, histórias e aventuras que explicavam de forma poética toda uma vivência e convivência com seres extraordinários.
As histórias tornaram-se divinas e eram passadas de geração a geração adquirindo aspecto mítico religioso, tornando-se verdades.
Por toda a Terra e em todas as civilizações foram criados núcleos arquétipos mitológicos, a esses grupos são dados os nomes de “mitologemas”. A um conjunto de “mitologemas”, de uma mesma origem histórica, é denominado de mitologia.
Aos mitos passaram a se unir os “ritos”, os quais, renovados, foram chamados de mistérios. O rito tornou-se “ato”, ato que atualizou o mito em seu mistério e, ao conjunto de rituais e mitos crio-se então os símbolos que cercam o mitologema, promovendo o ritual. Ao conjunto de rituais e mitos, com origens históricas comuns, dá-se o nome de religião. A esta, unem-se preceitos éticos morais os quais são denominados “doutrinas religiosas”, que são compostas de tabus, proibições e segredos herméticos.
Posicionados em uma determinada estrutura, cada religião criou seus ídolos, ícones de barro, pedra, metal, ou mesmo representados em estandartes. E figuras míticas do inconsciente passaram a existir em altares nos templos, nos portais como guardiões de uma comunidade ou de uma casa, ou mesmo de forma minúscula em escapulários como protetores individuais.
Toda essa iconografia transcendeu ao material e criou no inconsciente humano todas as formas de crenças religiosas e, o espírito, primordial aos viventes, absorveu os paradigmas até então formulados; e, cada povo, cada civilização passou a desenvolver a fé, que desde então, tornou-se inerente e corresponde aos anseios psicológicos transmutados em energia.
As religiões “espiritualistas” sejam de manifestações inter corpóreas ou não, todos os processos esotéricos ou qualquer outra forma de manifestação religiosa, são usuários de forma implícita daquelas energias transmutadas, ou seja, a fé. A fé sempre é consignada a alguma crença ou à alguma  vontade pessoal ou coletiva.
Aparentemente podemos distinguir determinados padrões de fé, mas nunca podemos avaliar a intensidade. A fé, por ser subjetiva pode alcançar níveis elevados produzindo energias em determinados momentos e de formas incontroláveis, derivando daí os ditos “milagres” apregoados pelos mais exaltados.
 Os seres mitológicos, deuses, semideuses, personagens heroicos, deuses demiurgos e tantos outros ícones personificados como “santos”, sempre foram criação do imaginário humano que, transmutados em energias elas se manifestam, e criou-se assim o universo paralelo, o mundo dos espíritos, humanos ou não.
Apareceram os espíritos benignos, espírito das águas, das florestas e de todo o reino vivente, vegetal e animal, espíritos que passaram a lutar contra as investidas de guerras e lutas ao desenvolvimento humano. Bastava agora o seu criador, o homem, controlar essas forças.                                                                                  

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