DA MITOLOGIA SURGIU A CRENÇA E A FÉ.
Na antiguidade, os primórdios tempos o Ser humano
não conseguia explicar os fenômenos que ocorriam na natureza, passou então a
dar nomes e criar em um universo subjetivo à aqueles fenômenos, considerando-os
como deuses. O trovão, a chuva, o relâmpago, os ventos e tudo mais inspiravam
para a criação de um deus. O Céu tornou-se um deus pai todo poderoso, a Terra
uma deusa mãe, e todos os demais seres viventes seus filhos. Criava assim, a
partir do inconsciente, histórias e aventuras que explicavam de forma poética
toda uma vivência e convivência com seres extraordinários.
As histórias tornaram-se
divinas e eram passadas de geração a geração adquirindo aspecto mítico
religioso, tornando-se verdades.
Por toda a Terra e em todas
as civilizações foram criados núcleos arquétipos mitológicos, a esses grupos
são dados os nomes de “mitologemas”. A um conjunto de “mitologemas”, de uma
mesma origem histórica, é denominado de mitologia.
Aos mitos passaram a se unir
os “ritos”, os quais, renovados, foram chamados de mistérios. O rito tornou-se
“ato”, ato que atualizou o mito em seu mistério e, ao conjunto de rituais e
mitos crio-se então os símbolos que cercam o mitologema, promovendo o ritual. Ao
conjunto de rituais e mitos, com origens históricas comuns, dá-se o nome de
religião. A esta, unem-se preceitos éticos morais os quais são denominados
“doutrinas religiosas”, que são compostas de tabus, proibições e segredos
herméticos.
Posicionados em uma
determinada estrutura, cada religião criou seus ídolos, ícones de barro, pedra,
metal, ou mesmo representados em estandartes. E figuras míticas do inconsciente
passaram a existir em altares nos templos, nos portais como guardiões de uma
comunidade ou de uma casa, ou mesmo de forma minúscula em escapulários como
protetores individuais.
Toda essa iconografia
transcendeu ao material e criou no inconsciente humano todas as formas de
crenças religiosas e, o espírito, primordial aos viventes, absorveu os
paradigmas até então formulados; e, cada povo, cada civilização passou a
desenvolver a fé, que desde então, tornou-se inerente e corresponde aos anseios
psicológicos transmutados em energia.
As religiões
“espiritualistas” sejam de manifestações inter corpóreas ou não, todos os
processos esotéricos ou qualquer outra forma de manifestação religiosa, são
usuários de forma implícita daquelas energias transmutadas, ou seja, a fé. A fé
sempre é consignada a alguma crença ou à alguma vontade pessoal ou coletiva.
Aparentemente podemos
distinguir determinados padrões de fé, mas nunca podemos avaliar a intensidade.
A fé, por ser subjetiva pode alcançar níveis elevados produzindo energias em
determinados momentos e de formas incontroláveis, derivando daí os ditos “milagres”
apregoados pelos mais exaltados.
Os seres mitológicos, deuses, semideuses,
personagens heroicos, deuses demiurgos e tantos outros ícones personificados
como “santos”, sempre foram criação do imaginário humano que, transmutados em
energias elas se manifestam, e criou-se assim o universo paralelo, o mundo dos
espíritos, humanos ou não.
Apareceram os espíritos benignos, espírito das
águas, das florestas e de todo o reino vivente, vegetal e animal, espíritos que
passaram a lutar contra as investidas de guerras e lutas ao
desenvolvimento humano. Bastava agora o seu criador, o homem, controlar essas
forças.
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