ESPIRITUALIDADE
Entendendo matéria e espírito.
No passado da historia humana o objetivo de todas as
religiões era a de estimular os indivíduos a ter um reencontro com um universo
subjetivo onde a vida teria continuidade, e que após a morte, presumiam ocorrer outra vida em uma dimensão
paralela ao mundo dos viventes. Um julgamento da alma no entanto seria feito
por deuses no qual benesses ou castigos iriam ser adotados e, conforme o peso dos erros as almas seriam destruídas, porém, se os acertos
tivessem sido maiores a alma reencontraria a múmia de seu corpo e viveria pela eternidade.
Na babilônia, após a morte as almas eram julgadas por
deuses tribais ou por Marduk, o deus realizador e destruidor de vidas. Na
Grécia, depois de uma comunhão entre os deuses, Zeus tornou-se onipotente e
passou a julgar todos os mortais. Este era o pensamento da maior parte dos
Seres humanos durante os milhares de anos desde as primeiras manifestações
religiosas.
No antigo
Egito, até mesmo os faraós que eram considerados a encarnação de um deus,
depois de mortos eram julgados. Com o surgimento do cristianismo, há dois mil
anos, esta ideia foi reforçada. O faraó tinha seu coração pesado por Anúbis
para verificar o peso, pois nele estavam suas virtudes e erros realizados em
vida.
Na Roma antiga
todos os deuses eram juízes com poderes de castigar ou absolver, tudo ficava na
dependência de oferendas dos ainda viventes, e todos eram vigiados pelos Manes,
os guardiões da moral.
No mundo árabe
os gênios comandavam a vida e a morte até o surgimento do profeta Maomé com
primícias de um inferno e um céu paraíso, revelações feitas por anjos vindos do
céu.
Enquanto as
religiões ditas pagãs evoluíram pra uma convivência filosófica, o mundo
conhecido, até então, recebia de profetas mensagens de um deus único, Jeováh.
Chegava a era do cristianismo primitivo, e com ele, surgia também novos
conceitos religiosos. Mais tarde, as religiões e crenças se transformaram
diante de parábolas ditas por um salvador de almas e com promessas de vida
eterna. A espiritualidade no Ser humano aflorou diante de um “sacrifício”, e a
cruz em um calvário transformou todas as estruturas religiosas até então
apregoadas.
Porém, na
Índia, território longínquo para aquela época, continuava com seus deuses e sua
filosofia religiosa intocada e determinada pelos livros Védicos. Deuses e
humanos conviviam juntamente em um universo profundamente místico, bem como,
outras civilizações orientais. No Japão, o budismo, dominou mentes e corpos
obedientes ao Sutra, livro sagrado, no qual determinava que as almas em
julgamento atravessassem um rio no sétimo dia após a morte e, de acordo com a
proporção de erros cometidos, demônios os atormentavam e os encaminhavam à um
inferno, porém, apenas aqueles que tinham alcançado a “iluminação” desfrutariam
de um paraíso com a possibilidade de reencarnação.
Nas ilhas
perdidas em um oceano chamado Pacífico, habitantes cultuavam deuses feitos em
pedra, os grandes totens que guardavam silenciosamente toda a religiosidade com
conteúdo de sacrifícios em oferenda, fazendo com que o vínculo mágico se
concentrasse entre as imagens e os antepassados que permaneciam presentes em espírito. No grande
arquipélago, tantas quantas ilhas existissem, também eram o número de deuses
cultuados, onde feiticeiros e xamãs atuavam através de espíritos consagradores
das atividades religiosas.
Nas ilhas
Ciclades no mar Egeu a religiosidade estava impregnada de mitos sobre
minotauros e deuses alados, deuses que podiam castigar ou premiar as almas,
porém, a deusa das serpentes assegurava a ressurreição.
No Irã, o
Masdeizmo apregoava um céu paraíso com a morada da luz ou um inferno sombrio,
onde as almas dos hereges aguardariam pelo final do mundo, e os viventes
continuariam a lutar com espíritos malignos e a cultuar Masda o deus da luz.
No Japão doze
deuses nasceram dando origem a um arquipélago, porém, somente três governaram o
mundo onde os homens nasceram por último, juntamente com os primeiros
imperadores; uma ressurreição estava garantida a todos.
Pontilhadas,
ainda no oceano Pacífico, em dezenas de ilhas, máscaras e outros objetos representavam
ancestrais em cultos aos mortos. As esculturas representavam os ente queridos
idos, os quais espalhavam proteção sobre os vivos, além de, também contarem com
protetores divinos. Tangaroa, o criador dos homens e dos deuses, tinha sua
representação com aparência humana, isto, quem sabe, para não haver um
distanciamento entre o sagrado e o profano.
Na antiga
Germânia, distante dos ventos quentes do pacífico a super vivência totêmica
reforçava o culto aos animais, além da crença em espíritos da natureza; os elfos, trols, niksos, gnomos e outros deuses
tribais, e Odin, deus supremo, cercado pelas Valquirias, comandava tudo de um
palácio celestial onde recebia os mortos e os julgava, principalmente as almas
dos guerreiros.
No Cáucaso a
religião era refletida nas ações dos cultos familiares clãnicos, existindo até
mesmo uma deusa protetora dos afazeres femininos; porém, um deus protetor foi
convertido em antagonista do deus cristão, e com ele, conceitos de céu//inferno
prevaleceram.
Na civilização etrusca pouco era falado do
processo inferno/paraíso, pois, os sacerdotes impunham sob pena de ameaças e
sofrimentos terrenos, mais que esperanças de clemências. Oferendas com
sacrifícios humanos eram constates, e quase sempre com intenções de salvar um parente
ou um amigo, e o sacrificado era quase sempre prisioneiros de guerra.
Configurados aos deuses as divindades etruscas permaneciam, porém, as forças
espirituais comandavam os destinos humanos, esta era a crença.
Na diversidade
dos povos americanos o misticismo dividia com as divindades a força das
crenças, porém, sacrifícios humanos e sangrentos eram feitos para aplacar a ira
dos deuses, mas nem por isso, todo o povo estava salvo, pois, feras infernais
consumiriam as almas dos desobedientes às leis, tanto sagradas quanto humanas.
**********************
Criação ou evolução?
Somos Seres
híbridos, todos filhos das estrelas.
E eis que a polêmica surge quando o
assunto está em relação ao principio de tudo, Criacionismo e Evolucionismo são, em
tese, os dois conceitos discutidos.
A maior parte da humanidade acredita na
teoria do criacionismo, teoria sim, pois, nada de concreto existe para afirmar
com absoluta certeza ou clareza, de que haja tido mesmo num passado remotíssimo
um “Deus” criador; este conceito é meramente religioso baseado em escritos,
alguns, tidos como “sagrados”, outros, no entanto, fazem parte de históricos
mitológicos de todos os povos da antiguidade.
Por outra vertente do pensamento humano
encontramos a teoria da evolução de autoria do notável cientista Charles Darwin
que viveu no Séc. XIX; autor da teoria da evolução das espécies, através da
seleção natural que é revelada através das ciências e das pesquisas, algumas
confirmadas outras apenas especulativas, principalmente pela física, na qual,
cientistas da atualidade procuram o elo perdido, elo que faria a ligação entre
a matéria e o que poderíamos chamar de “grande espírito” ou Deus propriamente
dito. Estudos ainda em andamento definem como Bóson de Higg a partícula
inicial, portanto, o principio de tudo, de todo o Universo e da vida. No
entanto, existe também a teoria da Panspermia, teoria que supõe a existência de
“esporos de Vida”, e que, através de uma Geração espontânea, explica que a vida
veio de fora e em estágios de desenvolvimento, tendo sido “semeada no planeta” e
trazida até aqui por ventos solares abrigadas em cometas ou mesmo em meteoros e
meteoritos; teoricamente esses “esporos” conteriam códigos que regeriam o
desenvolvimento.
Sabemos, desde nosso tempo de
estudantes, que existem milhares de Galáxias no Universo, o que nos faz pensar
em possibilidades do “não estarmos sós” na imensidão deste Universo;
teoricamente isso também é possível, e possível
também uma intromissão externa por seres de outros planetas.
Mas, o que podemos pensar do antes de
tudo; afinal, se o universo é infinito em dimensão, pode-se pensar também que
ele, Universo, é infinito no tempo, tanto no passado quanto para o futuro;
portanto, o tempo dessa forma, como elemento subjetivo para o Universo, nada
mais é que um instante, um momento qualquer.
E foi “num momento qualquer” que tudo
começou. Falam em bilhões de anos, outros em milhões quando o assunto está
relacionado ao ser humano. Mas, em que momento da historia do nosso Planeta
ocorreu o surgimento do homem na face da terra? Em que momento o “espírito
humano” aflorou no hominal? Teriam sido eles ancestrais da raça humana ou por
uma “ação divina” o Ser humano, corpo e espírito, teria sido criado?
Segundo o principio evolucionista a vida
surgiu na face da Terra através de uma evolução natural, ou seja: combinações
de elementos associados a energias produzidas pelo Universo, clima e
temperatura acamaram seres minúsculos dando origem à vida até chegar aos seres
mais complexos e, através de um processo de hibridês todos os s Seres viventes
iniciaram uma grande jornada.
Conforme a proposição de Alexander Oparim, em 1936,
ele explica, através de uma hipótese, que na atmosfera primitiva da Terra
existiriam gases como metano, amônia, hidrogênio e vapores de água; sob altas
temperaturas na presença de centelhas elétricas e raios ultravioleta, tais
gases teriam se combinado originando aminoácidos que ficavam flutuando na
atmosfera. Com a saturação de umidade na atmosfera começaram a ocorrer as
chuvas. Os aminoácidos, arrastados para o solo e submetidos a aquecimento
prolongado, os aminoácidos combinavam-se uns com os outros formando proteínas.
As chuvas lavavam as rochas e conduziam as proteínas para os mares, surgia
então uma "sopa de proteínas" nas águas mornas dos mares primitivos;
as proteínas dissolvidas em água formavam colóides; os colóides se
interpenetravam e originavam os coacervados;
os coacervados englobavam moléculas de nucleoproteínas que depois se
organizavam em gotículas delimitadas por membrana lipoprotéica, daí surgindo as
primeiras células. Porém, essas células pioneiras eram muito simples e ainda
não dispunham de um equipamento enzimático capaz de realizar a fotossíntese.
Eram, portanto, heterótrofas. Só mais tarde, surgiram as células autótrofas,
mais evoluídas, permitindo o aparecimento dos seres de respiração aeróbia.
Diante de tudo isso, podemos concluir que a evolução passou por vários períodos
de transformação e adaptação resultando na genética humana.
Contudo, algumas observações, mesmo para um leigo,
fica claro que o nosso Planeta, a Terra, ainda está em evolução; a Terra, ainda
está em formação geológica, nada está pronto, terminado, pois vulcões ainda
derramam lavas e terremotos indicam movimentos das placas tectônicas, sem
contar com outros fenômenos, ditos naturais, que ocorrem constantemente; por
conseguinte, o Ser humano também ainda não é um “Ser terminado”, segue,
juntamente com o Planeta Terra sua evolução natural. Esta é a mais fantástica
prova de que tudo no planeta contém vida e movimento. E vai permanecer assim
durante muitos milhões de anos.
E como surgiu o Espírito neste Ser em
evolução?
Apesar de a Terra e o Ser Humano estarem
ainda no processo evolutivo, a natureza encontrou meios de aglutinar energias
que, desde a formação da vida, denominada “animalização da matéria” até chegar
aos seres possuidores de cérebros demorou mais de três bilhões de anos. Através
do processo evolutivo toda matéria “animalizada” foi constituída pelos
elementares que, após muitas etapas evolutivas, adquiriu um cérebro e
posteriormente o raciocínio.
Uma dessas etapas está relacionada aos
animais, neles, o principio da inteligência é elaborado e individualizado; de
certa forma, uma preparação onde, na sequência, o principio inteligente
torna-se um Espírito individualizado, é então o momento onde começa o período
da humanidade. Allan Kardec, em “O
livro dos Espíritos” afirma que: “É
nesses seres (os animais) que o princípio inteligente se elabora, se
individualiza, e pouco a pouco, ensaia para a vida. É, de certa maneira um
trabalho preparatório, como o da germinação, em seguida ao qual o princípio
inteligente sofre uma transformação e se torna um espírito. É, então, que
começa, para ele, o período da humanidade e, com esta, passa a tomar
consciência de seu futuro, a fazer a distinção entre o bem e o mal e se torna
responsável por seus atos”.
Emmanuel, em O Consolador, informa sobre o assunto: “A vida do animal apresenta uma finalidade
superior que constitui a do seu aperfeiçoamento próprio através das
experiências benfeitoras do trabalho e da aquisição em longos e pacientes
esforços dos princípios sagrados da inteligência. Os animais são os irmãos
inferiores do gênero humano. Eles também, como nós, estão vindo de longe,
através de lutas incessantes e redentoras, e são como nós outros, seres
humanos, candidatos a uma posição brilhante na espiritualidade”.
André Luiz, em O Mundo Maior, descreve o processo: “O princípio espiritual, desde o obscuro
momento da criação, caminha, sem detença, para frente. Afastou-se do leito
oceânico, atingiu a superfície das águas protetoras, moveu-se em direção à lama
das margens, debateu-se no charco, chegou à terra firme, experimentou na
floresta copioso material de formas representativas, ergueu-se do solo,
contemplou os céus e, depois de longos milênios, durante os quais aprendeu a
procriar, alimentar-se, escolher, lembrar e sentir, conquistou a
inteligência... Viajou do simples impulso para a irritabilidade de sensação...
Da sensação para o instinto... Do instinto para a razão... Nessa penosa
romagem, inúmeros milênios decorreram sobre nós... Estamos em todas as épocas
abandonando esferas inferiores a fim de escalonar as superiores. O cérebro é o
órgão sagrado da manifestação da mente em trânsito da animalidade primitiva
para a espiritualidade humana”...e acrescenta: “O mineral é atração. O vegetal é sensação. O animal é instinto. O
homem é razão. O anjo é divindade. Busquemos reconhecer a infinidade dos laços
que nos unem nos valores gradativos da evolução e ergamos, em nosso íntimo, o
santuário da fraternidade universal”.
Por força de conceitos criados por religiões e por uma
“imposição de doutrina”, espiritualistas definem o inicio de tudo como uma
criação divina, porém, diante dessas declarações, de ilustres personalidades,
podemos concluir que no animal há o princípio inteligente, contudo, ainda não é
espírito. Eles ainda não possuem consciência, e a inteligência é extremamente limitada
e comandada pelos instintos.
De acordo com a dissertação descrita na Bíblia sobre a
“Criação” (vide êxodos) e o conceito “evolucionista”, certificado pela ciência,
encontramos nos últimos três parágrafos acima a união, o entendimento sobre e
como tudo começou, que em principio, a divindade está relacionada ao Anjo, que
pode estar a um propósito mais que religioso ou um mistério a ser desvendado.
Todo esse entendimento tem por principio o simbolismo;
o “anjo símbolo” princípio da compreensão do Ser humano em relação ao sagrado,
e daí o surgimento dos conceitos religiosos, nasce o mito e, em uma gnose
coletiva, aparecem esporadicamente nas primeiras comunidades humanas as
divindades e, juntamente com as divindades, os primeiros sacerdotes e
sacerdotisas, Os mitos aparecem sempre relacionados com "histórias" fantásticas
sobre deuses e semideuses, havendo nesse momento a criação de rituais nas
primeiras manifestações religiosas definindo a crença e o posicionamento da fé
em relação àqueles deuses.
Todas as religiões são baseadas e sustentadas por
mitos, e os ritos sustentam a crença, a fé passa então a ser o sustentáculo
individual em relação às divindades.
A fé, como elemento consubstanciado ao indivíduo,
através dos valores e graus do pensamento, irradiam vontades e desejos de
realizações. Este princípio está baseado na força do pensamento humano criando
no intimo de cada um imagens capaz de transformar sentimentos e produzir
sensações.
Este processo até ter sido completo demorou alguns
milhares de anos e os protagonistas da historia, os Seres humanos, também
criaram dentro de si escudos protetores denominados “anjos da guarda” que,
fortalecidos pela ação da fé passaram a ter papel fundamental no “Espírito
humano” resultante da própria evolução do cérebro e consequentemente do
pensamento e do raciocínio.
Contudo, o “Espírito humano” precisou evoluir também,
igualmente a matéria vivente. Corpo e mente se fundiram. O Espírito, agora como
energia latente ao Ser humano, descobriu a sobrevivência, a necessidade de
interação com outros Seres, tendo por consequência a universalização das
crenças, crenças formalizadas por cada cultura, por cada povo.
Quando falamos de Criacionismo/Evolucionismo não
podemos deixar de falar da relação direta no contexto de deus ou deuses, dos
mitos relacionados a eles e da composição cultural em todos os povos.
A história da humanidade, independentemente a qualquer
cultura ou povo, sempre foi ligada aos fatores naturais; as intempéries
amedrontavam assim como os animais ferozes na escuridão das noites. No
principio, nas primeiras manifestações de grupos familiares, o Ser humano,
muito temeroso àqueles fenômenos, se refugiavam em cavernas, grutas escuras
onde o imaginário primitivo já esboçava a criação dos “fantasmas”, o medo os
dominava, o receio de uma morte súbita aniquilava qualquer reação de defesa. Nos
grandes rios e mares infindáveis, monstros apareciam e desapareciam no sabor das
marés; em terra firme, grandes feras com dentes pontiagudos e garras afiadas
podiam ser a caça ou os caçadores. Mas, o Ser humano por ter sido o primeiro
animal a conquistar o raciocínio sobreviveu, seu Espírito evoluiu criando as
barreiras de proteção.
Do imaginário humano surgiram as primeiras tentativas
de se relacionar com um universo não material, para tanto, na solidão das
cavernas, admirados com suas sombras projetadas nas paredes de pedras diante da
luz de fogueiras, os primeiros “desenhos mágicos” apareceram. A descoberta da “alma”, projetada, ficou
evidente e reconhecida apesar dos mistérios.
As imagens nas cavernas contribuíram para o inicio da
formação cultural e religiosa dos primeiros povos, pois nas pinturas rupestres
estavam suas rotinas, principalmente cenas de caça e lutas contra feras, mais
tarde, cenas de guerras foram incluídas. Juntamente surgiram também os símbolos
que demarcariam territórios ou a presença de algo ligado a alguma crença em
Seres magníficos, surgia assim também os primeiros mitos relacionados ao universo espiritual. Desde o paleolítico o Ser humano criou mitos, historias que
foram transmitidas de geração em geração.
O “Espírito”, já existente, evoluía de conformidade ao
crescimento do cérebro que, a cada raciocínio, a cada experiência vivida,
absorvia mais conhecimento. Desta forma passamos pela idade dos metais, época em
que os primeiros deuses surgem e recebem denominações nas formações tribais.
Os deuses criados a partir da necessidade humana com o
objetivo de esclarecer fenômenos naturais deram impulso ao que podemos chamar
de “Mentalização à Divindade”, pois, a cada ocorrência de fenômenos naturais, o
Ser humano recorria à sua divindade criada um pedido de socorro e ao qual era sempre
acompanhado de oferendas. A cada deus criado as oferendas eram especificas e
complementadas por rituais primitivos.
Com a mente evoluída o Espírito foi então dimensionado
à um mundo paralelo, ou seja, um universo subjetivo criado a partir do
reconhecimento dos fenômenos naturais. Desta época também surgem os primeiros deuses
demiurgos, deuses protetores da família e dos clãs existentes.
Existem outros argumentos em relação ao surgimento do
“Espírito”, a teoria dos “Exilados de Capela. Tal teoria afirma que o Espírito
veio habitar os primeiros corpos nos primórdios da raça humana. Além dessa
teoria, a Bíblia nos dá relatos em Êxodos da “criação do Espírito”.
Mas, atentemo-nos para fatos concretos: o
criacionismo, por ser uma teoria religiosa, é uma teoria um tanto falha em
relação ao conteúdo espiritual, pois, não leva em consideração a própria
evolução natural, tanto do corpo carnal quanto ao Espírito propriamente dito, ou
mesmo aos fenômenos espirituais.
Dos
fenômenos espirituais.
Do antigo Egito temos relatos históricos de que muitos faraós possuíam mediunidade com grau elevado e, sem mesmo perceberem eram
incorporados por “deuses”; isso vem constatar que, mesmo sem terem conhecimento
do mecanismo que dominava os corpos e mentes, o transe acontecia com frequência, chegando ao ponto de os próprios faraós se considerarem deuses.
A mente humana é responsável pelos próprios fenômenos
espirituais, existe nela um “elo de ligação”, um portal criado com o universo
paralelo possuidor de energias capaz de produzir os fenômenos mediúnicos.
Funcionando como um rádio, como órgão receptor, o cérebro é capaz de captar
energias fluídicas, energias de Seres habitantes das dimensões extracorpóreas, espíritos existentes e criados a partir da própria vivência terrena através da
própria evolução natural; mas também, como órgão emissor, o cérebro irradia
energias das quais, a crença e a fé se desenvolveram no Ser humano. Este fato
está relacionado com a lei de causa e efeito, lei determinada pelo equilíbrio
do Universo.
O “Grande Espírito” ou “Grande Energia” são elementos
fragmentados, pois cada elemento existente, vivente ou não, possui uma parcela
do todo ou de todas as energias do Universo, e o conjunto equilibrado dessas
energias resulta na estrutura espiritual de todo e qualquer indivíduo.
O Grande Espírito pode ser denominado de deus, arquiteto Universal, criador, a grande energia e tantos outros epítetos, são
formas culturais e religiosas de definir a complexidade de toda a existência, porém, todas as civilizações encontraram formas de representar, através de
símbolos ou figuras, todos aqueles Seres fantásticos que, transmutados em
energias, foram nominados. Dessa crença surgiu a fé que tonou-se um conceito de
esperança e de realizações. A fé ultrapassa todas as fronteiras físicas,
religiosas e culturais de qualquer povo. A fé passou a criar valores morais e
acrescentou o intelecto humano a favor da espiritualidade, proporcionando bem
estar e conforto e, subsequentemente as conquistas do progresso material.
O “Tempo” então imprimiu no Ser humano condições
naturais em relação à crença e a fé nas Energias universais. O Espírito,
produzido pela evolução natural, tomou dimensões de um “Ser” formado pela
energia inteligente advinda da própria evolução natural e com a capacidade de
se desprender da matéria quando esta não possui mais o suporte da vida,
tornou-se desta forma “outra vida” em um universo etéreo.
Este Universo etéreo é um universo paralelo ao terreno
denominado universo espiritual, nele existem dimensões formadas pelas próprias
energias universais, dimensões estas que filtram as energias regressivas, ou
seja, energias não benéficas para a evolução do próprio Universo. Espíritos
regressivos ou não evoluídos permanecem ligados ao Mundo terreno; no entanto,
esta ligação permite-os a evoluir, seja por meio do reconhecimento da regressão
quando de estadias na matéria ou retornando em outro Ser, ao qual podemos denominar
de reencarnação. Estas idas e vindas a um corpo físico são as oportunidades de
evolução que o espírito tem para alcançar as dimensões de energias mais
equilibradas para sua própria evolução e, consequentemente a evolução do próprio
Universo.
Muitos dos Espíritos desprendidos da matéria
permanecem ligados ao mundo terreno, são àqueles que, por opção ou determinação
de energias superiores, fazem parte de um grande exército lutando a favor das
energias evolutivas. No entanto, juntamente com este exército existem outros
que permanecem na escuridão, são os espíritos que a cada reencarnação chegam a
regredirem ao irracional, perdendo por completo toda a formação genética
espiritual, retroagindo assim ao hominal.
Da mesma forma que um Ser humano possui a carga
genética material, o Espírito tem e si a carga genética de quando do seu
desprendimento da matéria, um arquivo permanente de todas suas ações, hábitos,
cultura, feitos e sentimentos durante as vidas anteriores.
Quando um Espírito reencarna traz consigo toda a carga
genética espiritual adquirida anteriormente com a vivência de outras reencarnações, ou
seja, de outras vidas, daí o processo evolutivo do próprio espírito humano; não
raro temos exemplos de personagens na historia da humanidade com habilidades
extraordinárias.
O cérebro humano criou mecanismos receptivos a
determinados fenômenos aos quais, alguns deles, foram denominados de
mediunidade. A mediunidade é a capacidade que um indivíduo possui de incorporar
“outro espírito” sem prejuízo ao seu próprio, é uma faculdade humana que
consiste na sintonia espiritual entre dois seres, e é uma ocorrência de ordem
natural. É um processo físico espiritual de manifestação de energias já
vivenciadas ou por um histórico ancestralizado.
Tratado pelas ciências e religiões espíritas têm em
cada ramificação uma denominação à aqueles espíritos. Obedientes a uma
hierarquia, devido ao seu grau de evolução, possuem missões a serem cumpridas.
Porém, alguns espíritos ainda em desalinho com as energias equilibradas
aproveitam “brechas” em um corpo físico para se manifestarem, estes são os
espíritos que ainda não encontraram a Luz ou não foram resgatados, suas
memórias, agora espirituais, ainda não reconheceram que não mais pertencem ao
mundo material.
O caminho da Luz é o caminho do equilíbrio Universal
e, aqueles espíritos, possuidores de missões, são os responsáveis em resgatar
àqueles que, porventura, tenham se desviado ou se perdido ao se depararem no
Universo espiritual.
Quando se fala em “caminhos da Luz”, pode-se entender
que a Luz é o alimento do espírito, sem ela o espírito não progride, não
alcança o equilíbrio Universal. A Luz, como energia primordial, é o inicio de
tudo. A Luz poderíamos dizer que é a semente da “divindade” e o portal a ser
ultrapassado na caminhada do espírito para a evolução.
A existência de fenômenos mediúnicos podem ter
outras descrições. A clarividência, a intuição e a psicografia são alguns, e
todos pertencentes ao que podemos chamar de “comunicação com o plano
espiritual”
Na Bíblia, em Êxodo, alguns capítulos
reportam incontáveis passagens desde que os espíritos alcançaram condições na
caminhada evolutiva e são identificadas desde os mais remotos tempos. Moisés, Abrahão,
José e o próprio Jesus. Muitos outros profetas experimentaram os fenômenos
espirituais por possuírem grande mediunidade. No novo testamento, estão vários
relatos em relação a mediunidade, em grande parte dos apóstolos e seguidores de
Jesus. Nos livros sagrados do Hinduísmo também encontramos muitos passagens
relacionados com a mediunidade. São muitas citações em todas as culturas de
todos os povos primitivos. Também, mais precisamente nas culturas orientais, há
a existência de grandes médiuns, porém com características determinantes a cada
cultura local.
Outra ocorrência das leis naturais para a evolução é a
“Lei da atração”. Assim como todos os planetas possuem uma atração natural, o
Ser humano também a possui ao seu redor, aquilo que muitos determinam como
áurea; esta, por sua vez é determinante no atrativo das energias circundantes
que, fazendo parte essencial da espiritualidade, funcionam como filtros das
energias pessoais, daí, surgindo as ditas “empatias”, uma das formas de defesa
do espírito.
Assim como existe no Universo as leis naturais da
atração para manter em equilíbrio todos os Planetas, no Ser humano existe o que
podemos denominar como lei de “causa e efeito”, ação e reação, lei que determina
outra lei a qual denominamos de “Lei do Retorno”.
A Lei do retorno para o espírito humano funciona de
conformidade às ações, palavras gestos e pensamentos; portanto, tudo aquilo que
o Ser humano emana de si alcança objetivos.
Estas leis naturais advém do próprio Universo em forma
de energia, pois, cada palavra, gesto, pensamento ou ação que o Ser humano
produz são transportados por átomos imateriais, partículas de energias de pensamentos, que provocam um movimento orbital em torno dele próprio
e, como esse movimento é circular e espiralado, sempre retorna ao ponto de partida. A
energia produzida pela fé pode ser citada como exemplo.
Como vemos, de fato existe uma semelhança entre o
Universo material e o Universo espiritual, a diferença está apenas na dimensão
da existência de energias no espaço e tempo.
Assim como o Ser humano necessita estar agregado a uma
sociedade, a uma cultura, modo de vida, etc. e respeitar as leis que regem o
grupo convivente, o espírito também possui, no universo imaterial, leis de
convivência as quais têm que ser respeitadas. Isso é determinante para a
evolução que, da mesma forma com a qual o Ser vivente está no universo material
para cumprir uma caminhada para a evolução, obedecer as leis naturais desses
dois universos é uma prerrogativa diante do livre arbítrio.
O livre arbítrio aparece diante dos Seres humanos como
“escolhas de caminhos”, que poderão ser benéficos ou não, pois, como seres
viventes desconhecem o futuro, porém, para os espíritos essa escolha é mais
temerosa, pois são conhecedores dos resultados implicando em retornos ou em
retrocessos.
Não existe Espírito livre de uma determinada
hierarquia no universo espiritual, todos os espíritos são subordinados a espíritos mais elevados os
quais comandam as energias do próprio universo espiritual. Da mesma forma que os Seres
humanos são subordinados à leis naturais e sociais impostas para o crescimento
e para a evolução, daí as escolhas perante ao livre arbítrio.
O universo espiritual foi criado pela própria evolução
do espírito humano com energias evoluídas e concentradas aos propósitos, o da
sobrevivência e da continuidade. O universo espiritual é determinante para a eternidade com a
expansão das próprias energias, ou seja, do próprio Universo como um todo, pois
tudo é energia.
Não existe materialidade de um deus no Universo
espiritual, esta “materialidade“ é um processo exclusivo nos Seres humanos sob
forma de símbolos e elementos representativos de uma cultura e de uma crença.
Uma das leis naturais mais importantes existente no
Universo é a “lei do movimento eterno”, no entanto, esta lei nos deixa uma
brecha para um conceito, o do “Ponto Zero”, conceito que dispõe a existência em
algum lugar do Universo, que nos apresenta como a morada de deus ou um portal
para outros Universos. Este “Ponto Zero” pode estar em qualquer lugar, pois,
pela grandeza do Universo, próximo ou distante, não podemos imaginar a dimensão
de espaço e tempo do todo universal.
A existência de um ponto fixo no Universo nos faz
pensar em algo demandador de todas as energias, ou seja, de um Ser absoluto. No
antigo Egito o deus Rá era simbolizado pelo sol, astro maior e centro da nossa galáxia, irradiador de luz. Porém, indo mais além da estrela maior, o sol,
astro luminoso em nossa galáxia, podemos encontrar outros mundos e outros sóis.
Para o Universo, um ponto fixo ou um ponto ao qual chamamos de Ponto Zero
torna-se muito subjetivo, tão quanto em acreditar que neste ponto está a morada
de uma divindade.
Portanto, é na atividade e no pensamento religioso que
a divindade se apresenta. Toda atividade religiosa funciona como uma conexão
com o universo espiritual, o culto em si é uma das bases de comunicação com
uma ou mais divindades ou Seres espirituais.
Divindades e seres espirituais não estão afastados da
Orbe terrestre, estes Seres estão mais próximos dos seres viventes do que
podemos imaginar e, por conseguinte, o afastamento de uma atividade religiosa, da crença, e
principalmente da fé, implica no afastamento, tanto da divindade quanto daqueles
Seres espirituais de luz que nos cercam. Desprotegidos pela falta de crença e
fé o ser humano fica a deriva em todas as suas atividades como uma nau perdida
em um oceano revolto.
Como em todo o Universo existe uma hierarquia e um
equilíbrio entre todos os planetas, equilíbrio este proporcionado pela atração
e movimentos orbitais, no Universo espiritual existe também normas de
convivência entre os Espíritos que, em forma de “energia consciente”, estão nas
esferas espirituais e nas diversas subdivisões vibratórias do mundo dos espíritos
trabalhando em prol dos, ainda seres viventes, trazendo paz e conforto, não
obstante das reencarnações de mentes privilegiadas que vem em missões para o
constante desenvolvimento da humanidade.
Uma comprovação da existência do espírito advindo da
“dimensão espiritual” é a proporcionada pela incorporação em médiuns ou mesmo
outros fenômenos decorrentes de processos, nem sempre religiosos; tais fenômenos
ocorrem espontaneamente devido ao DNA espiritual que possui sua graduação.
Além da espontaneidade, dando uma maior importância à
receptividade, a conexão espiritual proporcionada pela ação da crença e da fé,
torna-se sempre um ato de contemplação ao universo desconhecido da
espiritualidade. A presença de “espíritos incorporados” prova definitivamente a
existência de um universo maior, paralelo e possível de ser alcançado.
No entanto, nem sempre os espíritos necessitam
incorporar para estarem presentes ao universo material, pois, espíritos são energias
fluídicas conscientes, esta forma de apresentação ao mundo dos vivos não é
percebida facilmente, há que haver uma conexão espiritualizada de um indivíduo
com aquele espírito em questão, são os casos dos paranormais e de médiuns muito
bem preparados. A paranormalidade é um fenômeno paralelo os fenômenos
espirituais, daí dizer-se dos dons paranormais em indivíduos que não têm a mínima
noção ou conhecimento de sua própria espiritualidade..
Todos aqueles espíritos que ainda fazem moradia ou
permanecem nas camadas mais densas e próximas aos viventes, costumam manter
suas individualidades e características de quando estavam encarnados, portanto,
quando “incorporados” mantêm suas características culturais de vivência
terrena, isso ocorre pela capacidade de manter a memória espiritual recente produzida
na ultima reencarnação.
Este e outros fenômenos podem ser observados nas
seções em centros Umbandistas ou em reuniões espíritas, ou ainda em processos
de xamanismo em determinadas culturas. Nelas, os espíritos se apresentam em
manifestações de forma muito variada, mas sempre com suas características
individuais.
A evolução de um espírito que ainda está em orbe
terrestre sempre está atrelada à uma convivência com um médium, pois, sem um
“corpo físico” aquele espírito não tem como interagir com seus conhecimentos ou
suas necessidades. No entanto, nem sempre espíritos conviventes nas camadas
mais densas permanecem nessas camadas, transitam apenas para poderem dar sequência à sua evolução participando de um trabalho conjunto com outros espíritos
nas mesmas condições, daí dizer-se das falanges espirituais. Nessas falanges
existem os espíritos que fazem resgates, são eles que encaminham os espíritos
desencarnados recentes, ou mesmo espíritos que permanecem na escuridão do tempo
e do espaço para uma dimensão de camadas menos densas e esclarecedoras. Porém,
para esses espíritos de resgate, o livre arbítrio é respeitado, assim como em todas as
camadas existentes no plano espiritual, nada é imposto para que um espírito
evolua; este processo é um processo individual que o espírito, como energia
racional, decide aceitar ou não uma nova caminhada.
A natureza e a sabedoria universal encarregaram-se por
si só da evolução, tanto material quanto espiritual de todos os Seres vivos, o
tempo auxiliado pelo movimento do Universo encarregou-se de formar estruturas
que, nem sempre compreendidas pelos humanos, vai continuar eternamente a
produzir uma infinidade de energias.
Para podermos entender a mecânica do Universo no
sentido da evolução espiritual é necessária a prática e uma conexão no trato
com espíritos desencarnados e evoluídos, no entanto, muitos espíritos se passam
por evoluídos para poder penetrar em orbes menos densas, contudo, existem os
guardiões, espíritos guerreiros evoluídos e preparados para uma batalha entre
as energias positivas e negativas.
Todo este universo criado a partir do desejo humano de
não estar só desde os primórdios tempos, tornou-se real devido a emanação da
energia produzida pelo pensamento, resultado da evolução do próprio cérebro que
criou mecanismos para que o raciocínio funcionasse como forma de conexão entre
o real e o abstrato.
Sabe-se hoje que a ciência desenvolveu o que
denominamos de nanotecnologia, processo destinado a produzir desde aromas até
dados para softwer no uso da informática, processo este que pode também
produzir movimentos através de impulsos elétricos ou de partículas
microscópicas e movimentos por rádio comunicação, desta forma, podemos analisar
também a formação de todo o Universo, e nele, tudo que existe materializado,
tornando-se assim, todo o Universo em um infinito laboratório, e do qual, nós
humanos fazemos parte, somos todos elementais nas mãos do Tempo.
Um espírito não possui forma alguma, constituído de
energia guarda dentro de cada elemento formador, partículas infinitamente minúsculas
daquela energia, o DNA, características individuais de bilhões de anos de
evolução e, a materialização torna-se possível pelo acúmulo daquelas energias.
No entanto, nada é perfeito enquanto não forem
equalizadas as energias, o equilíbrio entre as energias positivas e negativas
devem estar em medidas exatas, porém, nem sempre são conseguidas, isso por “N”
fatores.
Discute-se muito das possibilidades universais, de
como tudo começou e, por princípios religiosos, morais e éticos, cada
civilização ou povo procurou uma forma de explicar a existência de deus e os
ditos fenômenos subjetivos universais, incluindo aqui a presença do espírito
nos Seres vivos.
Mas, independente de qualquer crença religiosa ou
principio filosófico, o ser humano absorveu de toda sua evolução a maior e
imprescindível energia, a energia da fé. Esta energia transmuta pensamentos em
realizações. Gerada pela capacidade de raciocínio, tem o poder de emitir, sob
forma de fluidos, mensagens aos mais diversos Seres espirituais evoluídos,
mesmo àqueles habitantes ainda em orbes mais próximas ao mundo material ou
camadas mais densas. Desta forma, e através da crença e da fé, a comunicação
determinada pela força gerada pela energia do pensamento humano alcança o universo espiritual.
Em busca de um prolongamento da vida terrena o Ser
humano criou, através das religiões, espaços independentes no universo
espiritual, desta forma surgiu o paraíso e o inferno, conceitos baseados para
premiar os bons e castigar os maus, um espaço denominado limbo para a depuração e
espera da caminhada para um universo mais contemplador ou purificador da
“alma”. Tal conceito é a projeção da imaginação e do espírito humano e das
próprias vicissitudes vivenciadas materialmente. Da mesma forma, o cérebro
humano trata o conceito da aproximação com o sagrado esperando pela salvação do espírito.
A construção do universo espiritual passa pela mente
humana; cada Ser com a capacidade e grau de evolução possui suas
características individuais adquiridas do processo da formação do DNA
espiritual e do DNA material que são adquiridas pelo processo do universo material e com influências
do contexto social e das vivencias nas diversas encarnações.
Dessa forma podemos reconhecer que a existência do universo espiritual, portanto, um universo paralelo, é o principio básico para
a própria evolução espiritual, nele os conteúdos de uma energia viva permanece
com suas individualidades. O processo de evolução humana fica então na
dependência do livre arbítrio.
Espíritos decaídos por escolhas mal feitas são
estimulados por energias de baixa intensidade evolutiva, influenciando ainda
mais a ter atitudes menos favoráveis ao crescimento; porém, pela ação do livre
arbítrio houver o reconhecimento de falhas nas escolhas, aqueles espíritos
passam a ter estímulos de energias espirituais mais evoluídas, e dessa forma,
são recompostos através de reencarnações aos caminhos para a evolução. Como
exemplo, pode ser citado o caso de um indivíduo considerado “mau caráter” pela
sociedade. Tal indivíduo não dá importância aos conceitos básicos de uma boa
convivência, este indivíduo é estimulado a cometer mais e mais deslizes com
intenções de prejuízo a outrem. No entanto, se este mesmo indivíduo reconhecer
que suas atitudes não estão sendo compatíveis com o meio em que vive, a luta
entre as energias é iniciada e, energias benéficas vão lutar a favor da
evolução daquele indivíduo.
A luta entre as energias positivas e negativas vão ao
extremo, pois, a dominação das energias negativas é mais abrangente, coabita
constantemente com os seres menos evoluídos espiritualmente pertencentes às
orbes mais densas.
Este processo, constante desde o principio da formação
do Universo, é o responsável pela própria evolução na formação material humana,
e consequentemente pela evolução do espírito que continuará pela eternidade.
Essa questão, entre energias positivas e negativas,
está relacionada ao espírito conquanto sejam "Energias/Espíritos", pois, a
existência no universo imaterial não comporta aglomeração de matéria densa, ou
seja: formação de elementos consubstanciados.
O corpo humano, portanto material, após ter passado
milhões de anos em evolução ainda continua a evoluir, este é o sustentáculo, do
então agora espírito, também resultado de uma evolução espontânea com as idas e
vindas no processo de reencarnação desde o início da formação racional no hominal.
Em caminhadas
lentas, avançando degraus sobre degraus, o espírito humano vai galgando um
espaço infíndo através do Universo e, na sua imensidão, conforme o ciclo
evolutivo, pode alcançar outras orbes de constelações, ou mesmo fazer parte,
através da transmutação Energia/Matéria, formar novas estrelas, pois delas
emanam a eternidade da energia formadora de tudo e de toda sabedoria Universal.