domingo, 30 de dezembro de 2012

ESPIRITUALIDADE.



                                         
                                     
                                                ESPIRITUALIDADE
                                        Entendendo matéria e espírito.
No passado da historia humana o objetivo de todas as religiões era a de estimular os indivíduos a ter um reencontro com um universo subjetivo onde a vida teria continuidade, e que após a morte, presumiam ocorrer outra vida em uma dimensão paralela ao mundo dos viventes. Um julgamento da alma no entanto seria feito por deuses no qual benesses ou castigos iriam ser adotados e, conforme o peso dos erros as almas seriam destruídas, porém, se os acertos tivessem sido maiores a alma reencontraria a múmia de seu corpo e viveria pela eternidade.
 Na babilônia, após a morte as almas eram julgadas por deuses tribais ou por Marduk, o deus realizador e destruidor de vidas. Na Grécia, depois de uma comunhão entre os deuses, Zeus tornou-se onipotente e passou a julgar todos os mortais. Este era o pensamento da maior parte dos Seres humanos durante os milhares de anos desde as primeiras manifestações religiosas.
No antigo Egito, até mesmo os faraós que eram considerados a encarnação de um deus, depois de mortos eram julgados. Com o surgimento do cristianismo, há dois mil anos, esta ideia foi reforçada. O faraó tinha seu coração pesado por Anúbis para verificar o peso, pois nele estavam suas virtudes e erros realizados em vida.
Na Roma antiga todos os deuses eram juízes com poderes de castigar ou absolver, tudo ficava na dependência de oferendas dos ainda viventes, e todos eram vigiados pelos Manes, os guardiões da moral.
No mundo árabe os gênios comandavam a vida e a morte até o surgimento do profeta Maomé com primícias de um inferno e um céu paraíso, revelações feitas por anjos vindos do céu.
Enquanto as religiões ditas pagãs evoluíram pra uma convivência filosófica, o mundo conhecido, até então, recebia de profetas mensagens de um deus único, Jeováh. Chegava a era do cristianismo primitivo, e com ele, surgia também novos conceitos religiosos. Mais tarde, as religiões e crenças se transformaram diante de parábolas ditas por um salvador de almas e com promessas de vida eterna. A espiritualidade no Ser humano aflorou diante de um “sacrifício”, e a cruz em um calvário transformou todas as estruturas religiosas até então apregoadas.
Porém, na Índia, território longínquo para aquela época, continuava com seus deuses e sua filosofia religiosa intocada e determinada pelos livros Védicos. Deuses e humanos conviviam juntamente em um universo profundamente místico, bem como, outras civilizações orientais. No Japão, o budismo, dominou mentes e corpos obedientes ao Sutra, livro sagrado, no qual determinava que as almas em julgamento atravessassem um rio no sétimo dia após a morte e, de acordo com a proporção de erros cometidos, demônios os atormentavam e os encaminhavam à um inferno, porém, apenas aqueles que tinham alcançado a “iluminação” desfrutariam de um paraíso com a possibilidade de reencarnação.
Nas ilhas perdidas em um oceano chamado Pacífico, habitantes cultuavam deuses feitos em pedra, os grandes totens que guardavam silenciosamente toda a religiosidade com conteúdo de sacrifícios em oferenda, fazendo com que o vínculo mágico se concentrasse entre as imagens e os antepassados que permaneciam presentes em espírito. No grande arquipélago, tantas quantas ilhas existissem, também eram o número de deuses cultuados, onde feiticeiros e xamãs atuavam através de espíritos consagradores das atividades religiosas.
Nas ilhas Ciclades no mar Egeu a religiosidade estava impregnada de mitos sobre minotauros e deuses alados, deuses que podiam castigar ou premiar as almas, porém, a deusa das serpentes assegurava a ressurreição.
No Irã, o Masdeizmo apregoava um céu paraíso com a morada da luz ou um inferno sombrio, onde as almas dos hereges aguardariam pelo final do mundo, e os viventes continuariam a lutar com espíritos malignos e a cultuar Masda o deus da luz.
No Japão doze deuses nasceram dando origem a um arquipélago, porém, somente três governaram o mundo onde os homens nasceram por último, juntamente com os primeiros imperadores; uma ressurreição estava garantida a todos.
Pontilhadas, ainda no oceano Pacífico, em dezenas de ilhas, máscaras e outros objetos representavam ancestrais em cultos aos mortos. As esculturas representavam os ente queridos idos, os quais espalhavam proteção sobre os vivos, além de, também contarem com protetores divinos. Tangaroa, o criador dos homens e dos deuses, tinha sua representação com aparência humana, isto, quem sabe, para não haver um distanciamento entre o sagrado e o profano.
Na antiga Germânia, distante dos ventos quentes do pacífico a super vivência totêmica reforçava o culto aos animais, além da crença em espíritos da natureza; os  elfos, trols, niksos, gnomos e outros deuses tribais, e Odin, deus supremo, cercado pelas Valquirias, comandava tudo de um palácio celestial onde recebia os mortos e os julgava, principalmente as almas dos guerreiros.
No Cáucaso a religião era refletida nas ações dos cultos familiares clãnicos, existindo até mesmo uma deusa protetora dos afazeres femininos; porém, um deus protetor foi convertido em antagonista do deus cristão, e com ele, conceitos de céu//inferno prevaleceram.     
 Na civilização etrusca pouco era falado do processo inferno/paraíso, pois, os sacerdotes impunham sob pena de ameaças e sofrimentos terrenos, mais que esperanças de clemências. Oferendas com sacrifícios humanos eram constates, e quase sempre com intenções de salvar um parente ou um amigo, e o sacrificado era quase sempre prisioneiros de guerra. Configurados aos deuses as divindades etruscas permaneciam, porém, as forças espirituais comandavam os destinos humanos, esta era a crença.
Na diversidade dos povos americanos o misticismo dividia com as divindades a força das crenças, porém, sacrifícios humanos e sangrentos eram feitos para aplacar a ira dos deuses, mas nem por isso, todo o povo estava salvo, pois, feras infernais consumiriam as almas dos desobedientes às leis, tanto sagradas quanto humanas.
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                                      Criação ou evolução?
                                 Somos Seres híbridos, todos filhos das estrelas.
E eis que a polêmica surge quando o assunto está em relação ao principio de tudo, Criacionismo e Evolucionismo são, em tese, os dois conceitos discutidos.
A maior parte da humanidade acredita na teoria do criacionismo, teoria sim, pois, nada de concreto existe para afirmar com absoluta certeza ou clareza, de que haja tido mesmo num passado remotíssimo um “Deus” criador; este conceito é meramente religioso baseado em escritos, alguns, tidos como “sagrados”, outros, no entanto, fazem parte de históricos mitológicos de todos os povos da antiguidade.
Por outra vertente do pensamento humano encontramos a teoria da evolução de autoria do notável cientista Charles Darwin que viveu no Séc. XIX; autor da teoria da evolução das espécies, através da seleção natural que é revelada através das ciências e das pesquisas, algumas confirmadas outras apenas especulativas, principalmente pela física, na qual, cientistas da atualidade procuram o elo perdido, elo que faria a ligação entre a matéria e o que poderíamos chamar de “grande espírito” ou Deus propriamente dito. Estudos ainda em andamento definem como Bóson de Higg a partícula inicial, portanto, o principio de tudo, de todo o Universo e da vida. No entanto, existe também a teoria da Panspermia, teoria que supõe a existência de “esporos de Vida”, e que, através de uma Geração espontânea, explica que a vida veio de fora e em estágios de desenvolvimento, tendo sido “semeada no planeta” e trazida até aqui por ventos solares abrigadas em cometas ou mesmo em meteoros e meteoritos; teoricamente esses “esporos” conteriam códigos que regeriam o desenvolvimento.   
Sabemos, desde nosso tempo de estudantes, que existem milhares de Galáxias no Universo, o que nos faz pensar em possibilidades do “não estarmos sós” na imensidão deste Universo; teoricamente isso também é possível, e possível  também uma intromissão externa por seres de outros planetas.
Mas, o que podemos pensar do antes de tudo; afinal, se o universo é infinito em dimensão, pode-se pensar também que ele, Universo, é infinito no tempo, tanto no passado quanto para o futuro; portanto, o tempo dessa forma, como elemento subjetivo para o Universo, nada mais é que um instante, um momento qualquer.
E foi “num momento qualquer” que tudo começou. Falam em bilhões de anos, outros em milhões quando o assunto está relacionado ao ser humano. Mas, em que momento da historia do nosso Planeta ocorreu o surgimento do homem na face da terra? Em que momento o “espírito humano” aflorou no hominal? Teriam sido eles ancestrais da raça humana ou por uma “ação divina” o Ser humano, corpo e espírito, teria sido criado?
Segundo o principio evolucionista a vida surgiu na face da Terra através de uma evolução natural, ou seja: combinações de elementos associados a energias produzidas pelo Universo, clima e temperatura acamaram seres minúsculos dando origem à vida até chegar aos seres mais complexos e, através de um processo de hibridês todos os s Seres viventes iniciaram uma grande jornada.
Conforme a proposição de Alexander Oparim, em 1936, ele explica, através de uma hipótese, que na atmosfera primitiva da Terra existiriam gases como metano, amônia, hidrogênio e vapores de água; sob altas temperaturas na presença de centelhas elétricas e raios ultravioleta, tais gases teriam se combinado originando aminoácidos que ficavam flutuando na atmosfera. Com a saturação de umidade na atmosfera começaram a ocorrer as chuvas. Os aminoácidos, arrastados para o solo e submetidos a aquecimento prolongado, os aminoácidos combinavam-se uns com os outros formando proteínas. As chuvas lavavam as rochas e conduziam as proteínas para os mares, surgia então uma "sopa de proteínas" nas águas mornas dos mares primitivos; as proteínas dissolvidas em água formavam colóides; os colóides se interpenetravam e originavam os coacervados; os coacervados englobavam moléculas de nucleoproteínas que depois se organizavam em gotículas delimitadas por membrana lipoprotéica, daí surgindo as primeiras células. Porém, essas células pioneiras eram muito simples e ainda não dispunham de um equipamento enzimático capaz de realizar a fotossíntese. Eram, portanto, heterótrofas. Só mais tarde, surgiram as células autótrofas, mais evoluídas, permitindo o aparecimento dos seres de respiração aeróbia. Diante de tudo isso, podemos concluir que a evolução passou por vários períodos de transformação e adaptação resultando na genética humana.
Contudo, algumas observações, mesmo para um leigo, fica claro que o nosso Planeta, a Terra, ainda está em evolução; a Terra, ainda está em formação geológica, nada está pronto, terminado, pois vulcões ainda derramam lavas e terremotos indicam movimentos das placas tectônicas, sem contar com outros fenômenos, ditos naturais, que ocorrem constantemente; por conseguinte, o Ser humano também ainda não é um “Ser terminado”, segue, juntamente com o Planeta Terra sua evolução natural. Esta é a mais fantástica prova de que tudo no planeta contém vida e movimento. E vai permanecer assim durante muitos milhões de anos.
E como surgiu o Espírito neste Ser em evolução?
Apesar de a Terra e o Ser Humano estarem ainda no processo evolutivo, a natureza encontrou meios de aglutinar energias que, desde a formação da vida, denominada “animalização da matéria” até chegar aos seres possuidores de cérebros demorou mais de três bilhões de anos. Através do processo evolutivo toda matéria “animalizada” foi constituída pelos elementares que, após muitas etapas evolutivas, adquiriu um cérebro e posteriormente o raciocínio.
Uma dessas etapas está relacionada aos animais, neles, o principio da inteligência é elaborado e individualizado; de certa forma, uma preparação onde, na sequência, o principio inteligente torna-se um Espírito individualizado, é então o momento onde começa o período da humanidade. Allan Kardec, em “O livro dos Espíritos” afirma que: “É nesses seres (os animais) que o princípio inteligente se elabora, se individualiza, e pouco a pouco, ensaia para a vida. É, de certa maneira um trabalho preparatório, como o da germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna um espírito. É, então, que começa, para ele, o período da humanidade e, com esta, passa a tomar consciência de seu futuro, a fazer a distinção entre o bem e o mal e se torna responsável por seus atos”.
Emmanuel, em O Consolador, informa sobre o assunto: “A vida do animal apresenta uma finalidade superior que constitui a do seu aperfeiçoamento próprio através das experiências benfeitoras do trabalho e da aquisição em longos e pacientes esforços dos princípios sagrados da inteligência. Os animais são os irmãos inferiores do gênero humano. Eles também, como nós, estão vindo de longe, através de lutas incessantes e redentoras, e são como nós outros, seres humanos, candidatos a uma posição brilhante na espiritualidade”.
André Luiz, em O Mundo Maior, descreve o processo: “O princípio espiritual, desde o obscuro momento da criação, caminha, sem detença, para frente. Afastou-se do leito oceânico, atingiu a superfície das águas protetoras, moveu-se em direção à lama das margens, debateu-se no charco, chegou à terra firme, experimentou na floresta copioso material de formas representativas, ergueu-se do solo, contemplou os céus e, depois de longos milênios, durante os quais aprendeu a procriar, alimentar-se, escolher, lembrar e sentir, conquistou a inteligência... Viajou do simples impulso para a irritabilidade de sensação... Da sensação para o instinto... Do instinto para a razão... Nessa penosa romagem, inúmeros milênios decorreram sobre nós... Estamos em todas as épocas abandonando esferas inferiores a fim de escalonar as superiores. O cérebro é o órgão sagrado da manifestação da mente em trânsito da animalidade primitiva para a espiritualidade humana”...e acrescenta: “O mineral é atração. O vegetal é sensação. O animal é instinto. O homem é razão. O anjo é divindade. Busquemos reconhecer a infinidade dos laços que nos unem nos valores gradativos da evolução e ergamos, em nosso íntimo, o santuário da fraternidade universal”.
Por força de conceitos criados por religiões e por uma “imposição de doutrina”, espiritualistas definem o inicio de tudo como uma criação divina, porém, diante dessas declarações, de ilustres personalidades, podemos concluir que no animal há o princípio inteligente, contudo, ainda não é espírito. Eles ainda não possuem consciência, e a inteligência é extremamente limitada e comandada pelos instintos.
De acordo com a dissertação descrita na Bíblia sobre a “Criação” (vide êxodos) e o conceito “evolucionista”, certificado pela ciência, encontramos nos últimos três parágrafos acima a união, o entendimento sobre e como tudo começou, que em principio, a divindade está relacionada ao Anjo, que pode estar a um propósito mais que religioso ou um mistério a ser desvendado.
Todo esse entendimento tem por principio o simbolismo; o “anjo símbolo” princípio da compreensão do Ser humano em relação ao sagrado, e daí o surgimento dos conceitos religiosos, nasce o mito e, em uma gnose coletiva, aparecem esporadicamente nas primeiras comunidades humanas as divindades e, juntamente com as divindades, os primeiros sacerdotes e sacerdotisas, Os mitos aparecem sempre relacionados com "histórias" fantásticas sobre deuses e semideuses, havendo nesse momento a criação de rituais nas primeiras manifestações religiosas definindo a crença e o posicionamento da fé em relação àqueles deuses.
Todas as religiões são baseadas e sustentadas por mitos, e os ritos sustentam a crença, a fé passa então a ser o sustentáculo individual em relação às divindades.
A fé, como elemento consubstanciado ao indivíduo, através dos valores e graus do pensamento, irradiam vontades e desejos de realizações. Este princípio está baseado na força do pensamento humano criando no intimo de cada um imagens capaz de transformar sentimentos e produzir sensações. 
Este processo até ter sido completo demorou alguns milhares de anos e os protagonistas da historia, os Seres humanos, também criaram dentro de si escudos protetores denominados “anjos da guarda” que, fortalecidos pela ação da fé passaram a ter papel fundamental no “Espírito humano” resultante da própria evolução do cérebro e consequentemente do pensamento e do raciocínio.
Contudo, o “Espírito humano” precisou evoluir também, igualmente a matéria vivente. Corpo e mente se fundiram. O Espírito, agora como energia latente ao Ser humano, descobriu a sobrevivência, a necessidade de interação com outros Seres, tendo por consequência a universalização das crenças, crenças formalizadas por cada cultura, por cada povo.
Quando falamos de Criacionismo/Evolucionismo não podemos deixar de falar da relação direta no contexto de deus ou deuses, dos mitos relacionados a eles e da composição cultural em todos os povos.
A história da humanidade, independentemente a qualquer cultura ou povo, sempre foi ligada aos fatores naturais; as intempéries amedrontavam assim como os animais ferozes na escuridão das noites. No principio, nas primeiras manifestações de grupos familiares, o Ser humano, muito temeroso àqueles fenômenos, se refugiavam em cavernas, grutas escuras onde o imaginário primitivo já esboçava a criação dos “fantasmas”, o medo os dominava, o receio de uma morte súbita aniquilava qualquer reação de defesa. Nos grandes rios e mares infindáveis, monstros apareciam e desapareciam no sabor das marés; em terra firme, grandes feras com dentes pontiagudos e garras afiadas podiam ser a caça ou os caçadores. Mas, o Ser humano por ter sido o primeiro animal a conquistar o raciocínio sobreviveu, seu Espírito evoluiu criando as barreiras de proteção.
Do imaginário humano surgiram as primeiras tentativas de se relacionar com um universo não material, para tanto, na solidão das cavernas, admirados com suas sombras projetadas nas paredes de pedras diante da luz de fogueiras, os primeiros “desenhos mágicos” apareceram.  A descoberta da “alma”, projetada, ficou evidente e reconhecida apesar dos mistérios.
As imagens nas cavernas contribuíram para o inicio da formação cultural e religiosa dos primeiros povos, pois nas pinturas rupestres estavam suas rotinas, principalmente cenas de caça e lutas contra feras, mais tarde, cenas de guerras foram incluídas. Juntamente surgiram também os símbolos que demarcariam territórios ou a presença de algo ligado a alguma crença em Seres magníficos, surgia assim também os primeiros mitos relacionados ao universo espiritual. Desde o paleolítico o Ser humano criou mitos, historias que foram transmitidas de geração em geração.
O “Espírito”, já existente, evoluía de conformidade ao crescimento do cérebro que, a cada raciocínio, a cada experiência vivida, absorvia mais conhecimento. Desta forma passamos pela idade dos metais, época em que os primeiros deuses surgem e recebem denominações nas formações tribais.
Os deuses criados a partir da necessidade humana com o objetivo de esclarecer fenômenos naturais deram impulso ao que podemos chamar de “Mentalização à Divindade”, pois, a cada ocorrência de fenômenos naturais, o Ser humano recorria à sua divindade criada um pedido de socorro e ao qual era sempre acompanhado de oferendas. A cada deus criado as oferendas eram especificas e complementadas por rituais primitivos.
Com a mente evoluída o Espírito foi então dimensionado à um mundo paralelo, ou seja, um universo subjetivo criado a partir do reconhecimento dos fenômenos naturais. Desta época também surgem os primeiros deuses demiurgos, deuses protetores da família e dos clãs existentes.
Existem outros argumentos em relação ao surgimento do “Espírito”, a teoria dos “Exilados de Capela. Tal teoria afirma que o Espírito veio habitar os primeiros corpos nos primórdios da raça humana. Além dessa teoria, a Bíblia nos dá relatos em Êxodos da “criação do Espírito”.
Mas, atentemo-nos para fatos concretos: o criacionismo, por ser uma teoria religiosa, é uma teoria um tanto falha em relação ao conteúdo espiritual, pois, não leva em consideração a própria evolução natural, tanto do corpo carnal quanto ao Espírito propriamente dito, ou mesmo aos fenômenos espirituais.

Dos fenômenos espirituais.       
Do antigo Egito temos relatos históricos de que muitos faraós possuíam mediunidade com grau elevado e, sem mesmo perceberem eram incorporados por “deuses”; isso vem constatar que, mesmo sem terem conhecimento do mecanismo que dominava os corpos e mentes, o transe acontecia com frequência, chegando ao ponto de os próprios faraós se considerarem deuses.
A mente humana é responsável pelos próprios fenômenos espirituais, existe nela um “elo de ligação”, um portal criado com o universo paralelo possuidor de energias capaz de produzir os fenômenos mediúnicos. Funcionando como um rádio, como órgão receptor, o cérebro é capaz de captar energias fluídicas, energias de Seres habitantes das dimensões extracorpóreas, espíritos existentes e criados a partir da própria vivência terrena através da própria evolução natural; mas também, como órgão emissor, o cérebro irradia energias das quais, a crença e a fé se desenvolveram no Ser humano. Este fato está relacionado com a lei de causa e efeito, lei determinada pelo equilíbrio do Universo.
O “Grande Espírito” ou “Grande Energia” são elementos fragmentados, pois cada elemento existente, vivente ou não, possui uma parcela do todo ou de todas as energias do Universo, e o conjunto equilibrado dessas energias resulta na estrutura espiritual de todo e qualquer indivíduo.
O Grande Espírito pode ser denominado de deus, arquiteto Universal, criador, a grande energia e tantos outros epítetos, são formas culturais e religiosas de definir a complexidade de toda a existência, porém, todas as civilizações encontraram formas de representar, através de símbolos ou figuras, todos aqueles Seres fantásticos que, transmutados em energias, foram nominados. Dessa crença surgiu a fé que tonou-se um conceito de esperança e de realizações. A fé ultrapassa todas as fronteiras físicas, religiosas e culturais de qualquer povo. A fé passou a criar valores morais e acrescentou o intelecto humano a favor da espiritualidade, proporcionando bem estar e conforto e, subsequentemente as conquistas do progresso material.
O “Tempo” então imprimiu no Ser humano condições naturais em relação à crença e a fé nas Energias universais. O Espírito, produzido pela evolução natural, tomou dimensões de um “Ser” formado pela energia inteligente advinda da própria evolução natural e com a capacidade de se desprender da matéria quando esta não possui mais o suporte da vida, tornou-se desta forma “outra vida” em um universo etéreo.
Este Universo etéreo é um universo paralelo ao terreno denominado universo espiritual, nele existem dimensões formadas pelas próprias energias universais, dimensões estas que filtram as energias regressivas, ou seja, energias não benéficas para a evolução do próprio Universo. Espíritos regressivos ou não evoluídos permanecem ligados ao Mundo terreno; no entanto, esta ligação permite-os a evoluir, seja por meio do reconhecimento da regressão quando de estadias na matéria ou retornando em outro Ser, ao qual podemos denominar de reencarnação. Estas idas e vindas a um corpo físico são as oportunidades de evolução que o espírito tem para alcançar as dimensões de energias mais equilibradas para sua própria evolução e, consequentemente a evolução do próprio Universo.
Muitos dos Espíritos desprendidos da matéria permanecem ligados ao mundo terreno, são àqueles que, por opção ou determinação de energias superiores, fazem parte de um grande exército lutando a favor das energias evolutivas. No entanto, juntamente com este exército existem outros que permanecem na escuridão, são os espíritos que a cada reencarnação chegam a regredirem ao irracional, perdendo por completo toda a formação genética espiritual, retroagindo assim ao hominal.   
Da mesma forma que um Ser humano possui a carga genética material, o Espírito tem e si a carga genética de quando do seu desprendimento da matéria, um arquivo permanente de todas suas ações, hábitos, cultura, feitos e sentimentos durante as vidas anteriores.
Quando um Espírito reencarna traz consigo toda a carga genética espiritual adquirida anteriormente com a vivência de outras reencarnações, ou seja, de outras vidas, daí o processo evolutivo do próprio espírito humano; não raro temos exemplos de personagens na historia da humanidade com habilidades extraordinárias.
O cérebro humano criou mecanismos receptivos a determinados fenômenos aos quais, alguns deles, foram denominados de mediunidade. A mediunidade é a capacidade que um indivíduo possui de incorporar “outro espírito” sem prejuízo ao seu próprio, é uma faculdade humana que consiste na sintonia espiritual entre dois seres, e é uma ocorrência de ordem natural. É um processo físico espiritual de manifestação de energias já vivenciadas ou por um histórico ancestralizado.
Tratado pelas ciências e religiões espíritas têm em cada ramificação uma denominação à aqueles espíritos. Obedientes a uma hierarquia, devido ao seu grau de evolução, possuem missões a serem cumpridas. Porém, alguns espíritos ainda em desalinho com as energias equilibradas aproveitam “brechas” em um corpo físico para se manifestarem, estes são os espíritos que ainda não encontraram a Luz ou não foram resgatados, suas memórias, agora espirituais, ainda não reconheceram que não mais pertencem ao mundo material.
O caminho da Luz é o caminho do equilíbrio Universal e, aqueles espíritos, possuidores de missões, são os responsáveis em resgatar àqueles que, porventura, tenham se desviado ou se perdido ao se depararem no Universo espiritual.
Quando se fala em “caminhos da Luz”, pode-se entender que a Luz é o alimento do espírito, sem ela o espírito não progride, não alcança o equilíbrio Universal. A Luz, como energia primordial, é o inicio de tudo. A Luz poderíamos dizer que é a semente da “divindade” e o portal a ser ultrapassado na caminhada do espírito para a evolução.    
A existência de fenômenos mediúnicos podem ter outras descrições. A clarividência, a intuição e a psicografia são alguns, e todos pertencentes ao que podemos chamar de “comunicação com o plano espiritual”
       Na Bíblia, em Êxodo, alguns capítulos reportam incontáveis passagens desde que os espíritos alcançaram condições na caminhada evolutiva e são identificadas desde os mais remotos tempos. Moisés, Abrahão, José e o próprio Jesus. Muitos outros profetas experimentaram os fenômenos espirituais por possuírem grande mediunidade. No novo testamento, estão vários relatos em relação a mediunidade, em grande parte dos apóstolos e seguidores de Jesus. Nos livros sagrados do Hinduísmo também encontramos muitos passagens relacionados com a mediunidade. São muitas citações em todas as culturas de todos os povos primitivos. Também, mais precisamente nas culturas orientais, há a existência de grandes médiuns, porém com características determinantes a cada cultura local.
Outra ocorrência das leis naturais para a evolução é a “Lei da atração”. Assim como todos os planetas possuem uma atração natural, o Ser humano também a possui ao seu redor, aquilo que muitos determinam como áurea; esta, por sua vez é determinante no atrativo das energias circundantes que, fazendo parte essencial da espiritualidade, funcionam como filtros das energias pessoais, daí, surgindo as ditas “empatias”, uma das formas de defesa do espírito.
Assim como existe no Universo as leis naturais da atração para manter em equilíbrio todos os Planetas, no Ser humano existe o que podemos denominar como lei de “causa e efeito”, ação e reação, lei que determina outra lei a qual denominamos de “Lei do Retorno”.
A Lei do retorno para o espírito humano funciona de conformidade às ações, palavras gestos e pensamentos; portanto, tudo aquilo que o Ser humano emana de si alcança objetivos.
Estas leis naturais advém do próprio Universo em forma de energia, pois, cada palavra, gesto, pensamento ou ação que o Ser humano produz são transportados por átomos imateriais, partículas de energias de pensamentos, que provocam um movimento orbital em torno dele próprio e, como esse movimento é circular e espiralado, sempre retorna ao ponto de partida. A energia produzida pela fé pode ser citada como exemplo.
Como vemos, de fato existe uma semelhança entre o Universo material e o Universo espiritual, a diferença está apenas na dimensão da existência de energias no espaço e tempo.
Assim como o Ser humano necessita estar agregado a uma sociedade, a uma cultura, modo de vida, etc. e respeitar as leis que regem o grupo convivente, o espírito também possui, no universo imaterial, leis de convivência as quais têm que ser respeitadas. Isso é determinante para a evolução que, da mesma forma com a qual o Ser vivente está no universo material para cumprir uma caminhada para a evolução, obedecer as leis naturais desses dois universos é uma prerrogativa diante do livre arbítrio.
O livre arbítrio aparece diante dos Seres humanos como “escolhas de caminhos”, que poderão ser benéficos ou não, pois, como seres viventes desconhecem o futuro, porém, para os espíritos essa escolha é mais temerosa, pois são conhecedores dos resultados implicando em retornos ou em retrocessos.
Não existe Espírito livre de uma determinada hierarquia no universo espiritual, todos os espíritos são subordinados a espíritos mais elevados os quais comandam as energias do próprio universo espiritual. Da mesma forma que os Seres humanos são subordinados à leis naturais e sociais impostas para o crescimento e para a evolução, daí as escolhas perante ao livre arbítrio.
O universo espiritual foi criado pela própria evolução do espírito humano com energias evoluídas e concentradas aos propósitos, o da sobrevivência e da continuidade. O universo espiritual é determinante para a eternidade com a expansão das próprias energias, ou seja, do próprio Universo como um todo, pois tudo é energia.
Não existe materialidade de um deus no Universo espiritual, esta “materialidade“ é um processo exclusivo nos Seres humanos sob forma de símbolos e elementos representativos de uma cultura e de uma  crença.
Uma das leis naturais mais importantes existente no Universo é a “lei do movimento eterno”, no entanto, esta lei nos deixa uma brecha para um conceito, o do “Ponto Zero”, conceito que dispõe a existência em algum lugar do Universo, que nos apresenta como a morada de deus ou um portal para outros Universos. Este “Ponto Zero” pode estar em qualquer lugar, pois, pela grandeza do Universo, próximo ou distante, não podemos imaginar a dimensão de espaço e tempo do todo universal.
A existência de um ponto fixo no Universo nos faz pensar em algo demandador de todas as energias, ou seja, de um Ser absoluto. No antigo Egito o deus Rá era simbolizado pelo sol, astro maior e centro da nossa galáxia, irradiador de luz. Porém, indo mais além da estrela maior, o sol, astro luminoso em nossa galáxia, podemos encontrar outros mundos e outros sóis. Para o Universo, um ponto fixo ou um ponto ao qual chamamos de Ponto Zero torna-se muito subjetivo, tão quanto em acreditar que neste ponto está a morada de uma divindade. 
Portanto, é na atividade e no pensamento religioso que a divindade se apresenta. Toda atividade religiosa funciona como uma conexão com o universo espiritual, o culto em si é uma das bases de comunicação com uma ou mais divindades ou Seres espirituais.
Divindades e seres espirituais não estão afastados da Orbe terrestre, estes Seres estão mais próximos dos seres viventes do que podemos imaginar e, por conseguinte, o afastamento de uma atividade religiosa, da crença, e principalmente da fé, implica no afastamento, tanto da divindade quanto daqueles Seres espirituais de luz que nos cercam. Desprotegidos pela falta de crença e fé o ser humano fica a deriva em todas as suas atividades como uma nau perdida em um oceano revolto.
Como em todo o Universo existe uma hierarquia e um equilíbrio entre todos os planetas, equilíbrio este proporcionado pela atração e movimentos orbitais, no Universo espiritual existe também normas de convivência entre os Espíritos que, em forma de “energia consciente”, estão nas esferas espirituais e nas diversas subdivisões vibratórias do mundo dos espíritos trabalhando em prol dos, ainda seres viventes, trazendo paz e conforto, não obstante das reencarnações de mentes privilegiadas que vem em missões para o constante desenvolvimento da humanidade.
Uma comprovação da existência do espírito advindo da “dimensão espiritual” é a proporcionada pela incorporação em médiuns ou mesmo outros fenômenos decorrentes de processos, nem sempre religiosos; tais fenômenos ocorrem espontaneamente devido ao DNA espiritual que possui sua graduação.
Além da espontaneidade, dando uma maior importância à receptividade, a conexão espiritual proporcionada pela ação da crença e da fé, torna-se sempre um ato de contemplação ao universo desconhecido da espiritualidade. A presença de “espíritos incorporados” prova definitivamente a existência de um universo maior, paralelo e possível de ser alcançado.
No entanto, nem sempre os espíritos necessitam incorporar para estarem presentes ao universo material, pois, espíritos são energias fluídicas conscientes, esta forma de apresentação ao mundo dos vivos não é percebida facilmente, há que haver uma conexão espiritualizada de um indivíduo com aquele espírito em questão, são os casos dos paranormais e de médiuns muito bem preparados. A paranormalidade é um fenômeno paralelo os fenômenos espirituais, daí dizer-se dos dons paranormais em indivíduos que não têm a mínima noção ou conhecimento de sua própria espiritualidade..
Todos aqueles espíritos que ainda fazem moradia ou permanecem nas camadas mais densas e próximas aos viventes, costumam manter suas individualidades e características de quando estavam encarnados, portanto, quando “incorporados” mantêm suas características culturais de vivência terrena, isso ocorre pela capacidade de manter a memória espiritual recente produzida na ultima reencarnação.
Este e outros fenômenos podem ser observados nas seções em centros Umbandistas ou em reuniões espíritas, ou ainda em processos de xamanismo em determinadas culturas. Nelas, os espíritos se apresentam em manifestações de forma muito variada, mas sempre com suas características individuais.
A evolução de um espírito que ainda está em orbe terrestre sempre está atrelada à uma convivência com um médium, pois, sem um “corpo físico” aquele espírito não tem como interagir com seus conhecimentos ou suas necessidades. No entanto, nem sempre espíritos conviventes nas camadas mais densas permanecem nessas camadas, transitam apenas para poderem dar sequência à sua evolução participando de um trabalho conjunto com outros espíritos nas mesmas condições, daí dizer-se das falanges espirituais. Nessas falanges existem os espíritos que fazem resgates, são eles que encaminham os espíritos desencarnados recentes, ou mesmo espíritos que permanecem na escuridão do tempo e do espaço para uma dimensão de camadas menos densas e esclarecedoras. Porém, para esses espíritos de resgate, o livre arbítrio é respeitado, assim como em todas as camadas existentes no plano espiritual, nada é imposto para que um espírito evolua; este processo é um processo individual que o espírito, como energia racional, decide aceitar ou não uma nova caminhada.  
A natureza e a sabedoria universal encarregaram-se por si só da evolução, tanto material quanto espiritual de todos os Seres vivos, o tempo auxiliado pelo movimento do Universo encarregou-se de formar estruturas que, nem sempre compreendidas pelos humanos, vai continuar eternamente a produzir uma infinidade de energias.
Para podermos entender a mecânica do Universo no sentido da evolução espiritual é necessária a prática e uma conexão no trato com espíritos desencarnados e evoluídos, no entanto, muitos espíritos se passam por evoluídos para poder penetrar em orbes menos densas, contudo, existem os guardiões, espíritos guerreiros evoluídos e preparados para uma batalha entre as energias positivas e negativas.
Todo este universo criado a partir do desejo humano de não estar só desde os primórdios tempos, tornou-se real devido a emanação da energia produzida pelo pensamento, resultado da evolução do próprio cérebro que criou mecanismos para que o raciocínio funcionasse como forma de conexão entre o real e o abstrato.
Sabe-se hoje que a ciência desenvolveu o que denominamos de nanotecnologia, processo destinado a produzir desde aromas até dados para softwer no uso da informática, processo este que pode também produzir movimentos através de impulsos elétricos ou de partículas microscópicas e movimentos por rádio comunicação, desta forma, podemos analisar também a formação de todo o Universo, e nele, tudo que existe materializado, tornando-se assim, todo o Universo em um infinito laboratório, e do qual, nós humanos fazemos parte, somos todos elementais nas mãos do Tempo.
Um espírito não possui forma alguma, constituído de energia guarda dentro de cada elemento formador, partículas infinitamente minúsculas daquela energia, o DNA, características individuais de bilhões de anos de evolução e, a materialização torna-se possível pelo acúmulo daquelas energias.
No entanto, nada é perfeito enquanto não forem equalizadas as energias, o equilíbrio entre as energias positivas e negativas devem estar em medidas exatas, porém, nem sempre são conseguidas, isso por “N” fatores.
Discute-se muito das possibilidades universais, de como tudo começou e, por princípios religiosos, morais e éticos, cada civilização ou povo procurou uma forma de explicar a existência de deus e os ditos fenômenos subjetivos universais, incluindo aqui a presença do espírito nos Seres vivos.
Mas, independente de qualquer crença religiosa ou principio filosófico, o ser humano absorveu de toda sua evolução a maior e imprescindível energia, a energia da fé. Esta energia transmuta pensamentos em realizações. Gerada pela capacidade de raciocínio, tem o poder de emitir, sob forma de fluidos, mensagens aos mais diversos Seres espirituais evoluídos, mesmo àqueles habitantes ainda em orbes mais próximas ao mundo material ou camadas mais densas. Desta forma, e através da crença e da fé, a comunicação determinada pela força gerada pela energia do pensamento humano alcança o universo espiritual.
Em busca de um prolongamento da vida terrena o Ser humano criou, através das religiões, espaços independentes no universo espiritual, desta forma surgiu o paraíso e o inferno, conceitos baseados para premiar os bons e castigar os maus, um espaço denominado limbo para a depuração e espera da caminhada para um universo mais contemplador ou purificador da “alma”. Tal conceito é a projeção da imaginação e do espírito humano e das próprias vicissitudes vivenciadas materialmente. Da mesma forma, o cérebro humano trata o conceito da aproximação com o sagrado esperando pela salvação do espírito.
A construção do universo espiritual passa pela mente humana; cada Ser com a capacidade e grau de evolução possui suas características individuais adquiridas do processo da formação do DNA espiritual e do DNA material que são adquiridas pelo processo do universo material e com influências do contexto social e das vivencias nas diversas encarnações.
Dessa forma podemos reconhecer que a existência do universo espiritual, portanto, um universo paralelo, é o principio básico para a própria evolução espiritual, nele os conteúdos de uma energia viva permanece com suas individualidades. O processo de evolução humana fica então na dependência do livre arbítrio.
Espíritos decaídos por escolhas mal feitas são estimulados por energias de baixa intensidade evolutiva, influenciando ainda mais a ter atitudes menos favoráveis ao crescimento; porém, pela ação do livre arbítrio houver o reconhecimento de falhas nas escolhas, aqueles espíritos passam a ter estímulos de energias espirituais mais evoluídas, e dessa forma, são recompostos através de reencarnações aos caminhos para a evolução. Como exemplo, pode ser citado o caso de um indivíduo considerado “mau caráter” pela sociedade. Tal indivíduo não dá importância aos conceitos básicos de uma boa convivência, este indivíduo é estimulado a cometer mais e mais deslizes com intenções de prejuízo a outrem. No entanto, se este mesmo indivíduo reconhecer que suas atitudes não estão sendo compatíveis com o meio em que vive, a luta entre as energias é iniciada e, energias benéficas vão lutar a favor da evolução daquele indivíduo.
A luta entre as energias positivas e negativas vão ao extremo, pois, a dominação das energias negativas é mais abrangente, coabita constantemente com os seres menos evoluídos espiritualmente pertencentes às orbes mais densas.
Este processo, constante desde o principio da formação do Universo, é o responsável pela própria evolução na formação material humana, e consequentemente pela evolução do espírito que continuará pela eternidade.
Essa questão, entre energias positivas e negativas, está relacionada ao espírito conquanto sejam "Energias/Espíritos", pois, a existência no universo imaterial não comporta aglomeração de matéria densa, ou seja: formação de elementos consubstanciados.
O corpo humano, portanto material, após ter passado milhões de anos em evolução ainda continua a evoluir, este é o sustentáculo, do então agora espírito, também resultado de uma evolução espontânea com as idas e vindas no processo de reencarnação desde o início da formação racional no hominal.
 Em caminhadas lentas, avançando degraus sobre degraus, o espírito humano vai galgando um espaço infíndo através do Universo e, na sua imensidão, conforme o ciclo evolutivo, pode alcançar outras orbes de constelações, ou mesmo fazer parte, através da transmutação Energia/Matéria, formar novas estrelas, pois delas emanam a eternidade da energia formadora de tudo e de toda sabedoria Universal.
                                         

                                  


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